Monthly Archives: Fevereiro 2013

Oscar Challenge 2013: Os grandes vencedores

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Contadas as categorias, somados os pontos e avaliados todos os parâmetros possíveis, o “Na Rota dos Óscares” já pode anunciar quem venceu o seu primeiro Oscar Challenge. Com 20 categorias correctas das 24 e um total de 130 pontos (em 166 possíveis), a grande vencedora é Inês Moreira Santos (que só por acaso até tem um blog de cinema que aconselho todos a visitarem).

Para além de acertar na grande maioria das categorias principais (só falhou no Actor Secundário e no Realizador), Inês Moreira Santos conquistou o prémio acima de tudo pela sua mira certeira em praticamente todas as categorias técnicas. O “Na Rota dos Óscares” estende-lhe os parabéns.

(Nota: os Óscares deste ano foram marcados por uma ocorrência rara – um empate, na categoria de Montagem de Som. Para efeitos do concurso, foi dada a pontuação completa a qualquer uma das duas respostas possíveis)

 

Classificação

1 – Inês Moreira Santos: 130 (20/24)

2 – Pedro Quedas: 124 (18/24)

3 – André Simões: 116 (18/24)

4 – Ana Figueiras: 110 (17/24)

5 – Paulo Correia: 108 (16/24)

6 – Pedro Silva: 104 (15/24)

7 – Maria Raposo: 102 (15/24)

8 – João Vieira: 100 (13/24)

9 – Marisa Figueiredo: 96 (15/24)

10 – Rebeca Venâncio: 94 (14/24)

11 – Nélia Silva: 80 (11/24)

12 – João Pedro Lobato: 78 (11/24) (4 Principais)

13 – Vera Monteiro: 78 (9/24) (4 Principais)

14 – Carlos Duarte: 74 (10/24)

15 – Rita Dantas: 70 (10/24)

16 – Pedro Xavier: 60 (9/24)

 

Factos e Curiosidades:

  • As duas categorias mais acertadas no concurso foram a vitória de Daniel Day-Lewis para Melhor Actor Principal e de “Amour” como Melhor Filme Estrangeiro. Todos os participantes acertaram nestas duas categorias.
  • As duas categorias que mais surpreenderam os concorrentes do Oscar Challenge 2013 foram Realizador e Direcção Artística. A inesperada vitória de Ang Lee só foi prevista por Vera Monteiro, enquanto que Pedro Silva foi o único a acertar que “Lincoln” iria sair vencedor na categoria de Direcção Artística.
  • A prestação dos concorrentes foi, de um modo geral, bastante positiva, com uma média geral de 14 categorias certas em 24. A pontuação média foi de 95 (em 166 possíveis).
  • Sendo que o concurso contou com um número igual de homens e mulheres, também é possível fazermos uma pequena “guerra dos sexos” interna. Nesta competição especial, o equilíbrio foi a norma, com a soma dos pontos dos homens a totalizar 764 pontos (em 1328 possíveis), para 760 das mulheres. Já as mulheres saíram no topo no número de categorias acertadas, com uma soma total de 111 (em 192 possíveis), para 108 dos homens.

Pedro Quedas

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A viagem de Affleck: “Argo” triunfa nos Óscares

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Foi uma viagem atribulada. Mas o que interessa isso quando uma tão doce recompensa nos aguarda no cruzar da meta? “Argo” foi o grande vencedor na 85ª dos Óscares e coroou a (durante largos anos impensável) ascensão de Ben Affleck ao topo da montanha de Hollywood.

Os obstáculos que se colocaram na frente de Affleck materializaram-se não só na forma de uma série de escolhas questionáveis como actor mas também, ao longo deste ano, pela sua exclusão como nomeado na categoria de Melhor Realizador. Por esta razão, durante muito tempo se duvidou, mesmo com o filme a arrecadar prémio atrás de prémio, se “Argo” conseguiria inverter a tendência histórica contra si – em 85 edições dos Óscares, só mais três filmes venceram a categoria principal sem o seu realizador ter sido, pelo menos, nomeado: “Wings” (1927), “Grand Hotel” (1931) e “Driving Miss Daisy” (1989). No fim, “Argo” acabou por ganhar. Sendo que não era o meu filme favorito do ano, este era um ano em que muitos podiam ganhar sem envergonhar ninguém. “Argo” era um deles e lá triunfou, contra a história mas sem grandes surpresas.

A principal surpresa da noite foi a vitória de Ang Lee como Melhor Realizador. O aclamado realizador taiwanês levou para casa a sua segunda estatueta, batendo o favorito Steven Spielberg, que com “Lincoln” fez um filme melhor que “Life of Pi” e provavelmente merecia mais o prémio, mas cujo trabalho, admita-se, não é notório na tela. Ang Lee recebeu o Óscar essencialmente por “Excelência na Realização de Filmes Impossíveis de Filmar” e liderou o filme que levou mais Óscares para casa, com quatro. Foi um ano em que imperou a paridade na entrega das estatuetas.

As categorias dos actores decorreram sem grandes surpresas. As ainda muito jovens Jennifer Lawrence e Anne Hathaway levaram para casa os Óscares de Melhor Actriz Principal e Secundária, respectivamente, confirmando o seu favoritismo. Não houve grande surpresa aqui também e, francamente, não tinha de haver. Ainda mais entregue à partida estava o Óscar de Melhor Actor Principal para Daniel Day-Lewis, que se tornou o primeiro com três Óscares nesta categoria e confirmou que não há nada que não saiba fazer de forma perfeita ao presentear-nos também com o melhor discurso da noite. Ficaremos à espera das novas versões de “The Iron Lady” e “Lincoln”.

Numa noite em que muitos dos vencedores nas categorias principais já estavam essencialmente entregues desde as nomeações, havia duas categorias nas quais tudo podia acontecer. “Django Unchained” saiu vencedor em ambas. Christoph Waltz tem muito a agradecer a Quentin Tarantino pelo seu segundo Óscar de Melhor Actor Secundário (depois de “Inglorious Basterds”), enquanto o brilhante e imprevisível realizador norte-americano saiu vencedor na categoria de Melhor Argumento Original, na qual tinha ganho em 1994 com “Pulp Fiction”. Na outra categoria de argumento, o Adaptado, Chris Terrio bateu Tony Kushner, numa vitória que foi vista como um sinal de que o triunfo final pertenceria a “Argo”.

Para terminar, algumas notas sobre a cerimónia. Sendo inevitável que todos os anos saiam das suas cavernas o mesmo grupo de rezingões que só vão ficar contentes quando a cerimónia demorar um quarto de hora, a Academia está de parabéns pelo espectáculo que apresentou este ano. O tributo aos musicais contou com uma série impressionante de excelentes interpretações, os momentos de humor dos apresentadores de cada Óscar não foram sempre brilhantes mas (quase) nunca se arrastaram e, acima de tudo, Seth MacFarlane esteve muito, muito bem como o mestre de cerimónias.

Assumindo logo à partida que todos esperavam que ele se espalhasse ao comprido, o controverso actor/realizador começou a cerimónia de forma brilhante, com uma série de ‘sketchs’ sobre alguns momentos de pior gosto que podiam ter acontecido: destacam-se um “remake” de “Flight” com fantoches de meias e uma música sobre actrizes que se despem nos filmes. Sim, isso mesmo. Leram bem. Depois foi simplesmente uma questão de fazer a cerimónia avançar sem percalços, com uma ou outra piada bem conseguida pelo meio. Diz-se que MacFarlane não tem interesse em regressar como anfitrião. Esperemos que reconsidere.

Em última instância, foi uma das melhores noites de Óscares dos últimos anos. Houve justos vencedores e injustos esquecidos, discursos comoventes e agradecimentos bizarros, houve música e dança, risos e choros. Houve de tudo um pouco, até a raríssima ocorrência de um empate, na categoria de Montagem de Som. O que mais poderíamos nós desejar?

 

A terminar, deixo-vos com a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme

Argo

Melhor Actor Principal

Daniel Day-Lewis

Melhor Actriz Principal

Jennifer Lawrence

Melhor Actor Secundário

Christoph Waltz

Melhor Actriz Secundária

Anne Hathaway

Melhor Realizador

Ang Lee

Melhor Argumento Original

Django Unchained

Melhor Argumento Adaptado

Argo

Melhor Filme de Animação

Brave

Melhor Filme Estrangeiro

Amour

Melhor Fotografia

Life of Pi

Melhor Montagem

Argo

Melhor Direcção Artística

Lincoln

Melhor Guarda-Roupa

Anna Karenina

Melhor Caracterização

Les Misérables

Melhor Banda Sonora Original

Life of Pi

Melhor Canção Original

Skyfall

Melhor Mistura de Som

Les Misérables

Melhor Montagem de Som

Zero Dark Thirty / Skyfall

Melhores Efeitos Visuais

Life of Pi

Melhor Documentário

Searching for Sugar Man

Melhor Documentário, Curta-Metragem

Inocente

Melhor Curta-Metragem, Animação

Paperman

Melhor Curta-Metragem, Live Action

Curfew

 

Pedro Quedas

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E os vencedores vão ser…: Previsões oficiais dos Óscares

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E aqui estamos. Os filmes foram vistos, as críticas foram escritas, as análises à corrida foram feitas. Já chega de balanços, vamos fazer um pouco de futurologia. Vamos ver quem vai ganhar os Óscares neste domingo. Atentem que eu não estou aqui a dizer quem merece ganhar (isso foi ontem). Hoje é dia de ler as cartas e prever o futuro. Sem mais demoras, os (prováveis) vencedores da 85ª gala dos Óscares:

 

Melhor Filme

“Amour”

“Argo”: Durante muito tempo, “Lincoln” foi o claro favorito nesta categoria (e é ainda o único filme capaz de protagonizar uma possível surpresa), mas, com prémio atrás de prémio atrás de prémio, o filme de Ben Affleck assumiu a clara dianteira e o Óscar mais desejado da noite não lhe deverá escapar. Aquela que foi uma das corridas mais apertadas deve agora estar já basicamente resolvida.

“Beasts of the Southern Wild”

“Django Unchained”

“Les Misérables”

“Life of Pi”

“Lincoln”

“Silver Linings Playbook”

“Zero Dark Thirty”

 

Melhor Actor Principal

Bradley Cooper, “Silver Linings Playbook”

Daniel Day-Lewis, “Lincoln”: Haverá Óscar mais entregue que este? Ou mais justo? Não quer dizer isto dizer que Day-Lewis não tenha tido alguma concorrência de peso (principalmente de Bradley Cooper e Denzel Washington), mas a verdade é que não há qualquer hipótese de ser outro a ganhar. Daniel Day-Lewis vai conquistar o seu terceiro Óscar de Melhor Actor Principal.

Hugh Jackman, “Les Misérables”

Joaquin Phoenix, “The Master”

Denzel Washington, “Flight”

 

Melhor Actriz Principal

Jessica Chastain, “Zero Dark Thirty”

Jennifer Lawrence, “Silver Linings Playbook”: Depois de atrair a atenção da crítica com “Winter’s Bone” (com o qual foi nomeada pela primeira vez para Melhor Actriz Principal) e das massas com o mega-êxito “The Hunger Games”, a jovem actriz deverá coroar um incrível início de carreira com um Óscar. A acontecer uma surpresa, deverá pender para Emmanuelle Riva ou (menos provável) Jessica Chastain.

Emmanuelle Riva, “Amour”

Quvenzhané Wallis, “Beasts of the Southern Wild”

Naomi Watts, “The Impossible”

 

Melhor Actor Secundário

Alan Arkin, “Argo”

Robert De Niro, “Silver Linings Playbook”

Philip Seymour Hoffman, “The Master”

Tommy Lee Jones, “Lincoln”: Uma das maiores incógnitas da cerimónia. Entre Tommy Lee Jones e Christoph Waltz, a Academia deverá basicamente atirar uma moeda ao ar e escolher um deles. Sendo que é quase impossível afirmar com grande certeza quem irá ganhar, algum (muito leve) favoritismo deverá ser atribuído ao veterano norte-americano por ter ganho o prémio do sindicato dos actores.

Christoph Waltz, “Django Unchained”

 

Melhor Actriz Secundária

Amy Adams, “The Master”

Sally Field, “Lincoln”

Anne Hathaway, “Les Misérables”: Outro Óscar que está basicamente entregue. Anne Hathaway teve o desempenho mais marcante do ano, é adorada pelos fãs e pela crítica, já foi nomeada previamente e ganhou basicamente todos os prémios relevantes da sua categoria durante a temporada dos prémios. A Academia não podia estar mais ansiosa para lhe dar a estatueta.

Helen Hunt, “The Sessions”

Jacki Weaver, “Silver Linings Playbook”

 

Melhor Realizador

Michael Haneke, “Amour”

Benh Zeitlin, “Beasts of the Southern Wild”

Ang Lee, “Life of Pi”

Steven Spielberg, “Lincoln”: Se Ben Affleck tivesse sido nomeado nesta categoria, teríamos aqui outra corrida muito apertada (mais ainda que a de Melhor Filme). Como não foi, será mais que esperado que Steven Spielberg arrecade aqui o seu terceiro Óscar de Melhor Realizador, depois das vitórias com “Schindler’s List” e “Saving Private Ryan”. Outra categoria que não deverá trazer grandes surpresas.

David O. Russell, “Silver Linings Playbook”

 

Melhor Argumento Original

Michael Haneke, “Amour”

Quentin Tarantino, “Django Unchained”: Uma das mais emocionantes corridas da noite. Mesmo com a vitória de Mark Boal nos prémios do sindicato dos argumentistas, muitos continuam a acreditar que a Academia considera que já “deve” outra estatueta ao polémico mas brilhante Tarantino, que conquistou o seu último (e único) Óscar com “Pulp Fiction”, em 1994, nesta mesma categoria.

John Gatins, “Flight”

Wes Anderson e Roman Coppola, “Moonrise Kingdom”

Mark Boal, “Zero Dark Thirty”

 

Melhor Argumento Adaptado

Chris Terrio, “Argo”: Outro prémio que está longe de estar entregue. Ainda assim, e apesar de não podermos colocar de parte uma vitória de Tony Kushner, o argumentista de “Argo” deverá aproveitar o ‘buzz’ positivo em volta do filme para agarrar este Óscar, seguindo os passos do realizador Ben Affleck, que também ganhou um Óscar pela primeira longa-metragem que escreveu.

Lucy Alibar e Behn Zeitlin, “Beasts of the Southern Wild”

David Magee, “Life of Pi”

Tony Kushner, “Lincoln”

David O. Russell, “Silver Linings Playbook”

 

Melhor Filme de Animação

“Brave”

“Frankenweenie”

“Paranorman”

“The Pirates! Band of Misfits”

“Wreck-It Ralph”

 

Melhor Filme Estrangeiro

“Amour”, Áustria

“Kon Tiki”, Noruega

“No”, Chile

“A Royal Affair”, Dinamarca

“War Witch”, Canadá

 

Melhor Fotografia

“Anna Karenina”

“Django Unchained”

“Life of Pi”

“Lincoln”

“Skyfall”

 

Melhor Montagem

“Argo”

“Life of Pi”

“Lincoln”

“Silver Linings Playbook”

“Zero Dark Thirty”

 

Melhor Direcção Artística

“Anna Karenina”

“The Hobbit: An Unexpected Journey”

“Les Misérables”

“Life of Pi”

“Lincoln”

 

Melhor Guarda-Roupa

“Anna Karenina”

“Les Misérables”

“Lincoln”

“Mirror Mirror”

“Snow White and the Huntsman”

 

Melhor Caracterização

“Hitchcock”

“The Hobbit: An Unexpected Journey”

“Les Misérables”

 

Melhor Banda Sonora Original

“Anna Karenina”

“Argo”

“Life of Pi”

“Lincoln”

“Skyfall”

 

Melhor Canção Original

Before My Time, “Chasing Ice”

Everybody Needs A Best Friend, “Ted”

Pi’s Lullaby, “Life of Pi”

Skyfall, “Skyfall”

Suddenly, “Les Misérables”

 

Melhor Mistura de Som

“Argo”

“Les Misérables”

“Life of Pi”

“Lincoln”

“Skyfall”

 

Melhor Montagem de Som

“Argo”

“Django Unchained”

“Life of Pi”

“Skyfall”

“Zero Dark Thirty”

 

Melhores Efeitos Visuais

“The Hobbit: An Unexpected Journey”

“Life of Pi”

“Marvel’s The Avengers”

“Prometheus”

“Snow White and the Huntsman”

 

Melhor Documentário

“5 Broken Cameras”

“The Gatekeepers”

“How to Survive a Plague”

“The Invisible War”

“Searching for Sugar Man”

 

Melhor Documentário, Curta-Metragem

“Inocente”

“Kings Point”

“Mondays at Racine”

“Open Heart”

“Redemption”

 

Melhor Curta-Metragem, Animação

“Adam and Dog”

“Fresh Guacamole”

“Head over Heels”

“Maggie Simpson in ‘The Longest Daycare’”

“Paperman”

 

Melhor Curta-Metragem, Live Action

“Asad

“Buzkashi Boys”

“Curfew”

“Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)”

“Henry”

 

Pedro Quedas

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Escolhas, escolhas, escolhas…: Os melhores dos Óscares de 2013

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Os Óscares estão aí mesmo à porta e é chegada a altura de fazemos o balanço ao que foi um excelente ano de cinema, um dos melhores neste jovem século. Amanhã irei apresentar as minhas previsões no que respeita a quem “vai” ganhar, mas hoje é dia de partilhar quem eu acho que “devia” ganhar. Amanhã voltarei a entrar em modo profissional e apresentar a minha previsão do modo mais técnico e objectivo possível. Hoje é dia de partilhar a minha opinião pessoal. Se fosse eu a decidir as escolhas da Academia, seriam estes os vencedores:

 

Melhor Filme – Zero Dark Thirty: Provavelmente a decisão mais difícil num ano que viu uma série de excelentes filmes ser nomeados para o principal galardão dos Óscares e uma mão-cheia de outros igualmente bons a ficarem de fora das escolhas da Academia. Dito isto, a escolha possível num leque de decisões impossíveis acaba por ser “Zero Dark Thirty”, a brilhante análise de Kathryn Bigelow a todo o processo que levou à captura e morte de Osama Bin Laden. Um filme carregado de tensão, complexidade e performances magistrais. Um filme digno de ser considerado o “melhor” e o que ocupa um espaço maior no meu coração cinéfilo.

 

Melhor Actor Principal – Daniel Day-Lewis, Lincoln: É o Daniel Day-Lewis. O Bradley Cooper foi uma surpresa muito agradável em “Silver Linings Playbook”, mas é o Daniel Day-Lewis. Denzel Washington esteve tão perfeito quanto já nos habituámos a esperar dele em “Flight”, mas é o Daniel Day-Lewis. É uma escolha óbvia, mas como evitá-la? O Óscar está entregue e com toda a justiça. O actor irlandês não se limita a interpretar uma personagem, vive-a. Por dentro e por fora, com uma subtileza e intensidade que, não sabemos bem como, convivem em harmonia. O melhor actor desta e muitas outras gerações.

 

Melhor Actriz Principal – Jessica Chastain, Zero Dark Thirty: Uma das mais complicadas decisões do ano cinematográfico. Nenhuma das actrizes nesta categoria deu uma performance menos que brilhante. Forçado a fazer uma escolha, terei de ir com Jessica Chastain, simplesmente porque ela é uma das principais razões para “Zero Dark Thirty” ser o meu filme favorito do ano. Num filme que demonstra os limites a que pode chegar a obsessão, a agente do CIA “Maya” é a personificação dessa determinação. De como a fúria emocional e a ambição profissional se podem fundir numa bola de energia imparável. A performance mais explosiva do ano.

 

Melhor Actor Secundário – Christoph Waltz, Django Unchained: Cada vez mais estou convencido que este actor austríaco é uma nova espécie de ser humano criado num laboratório, concebido com o único objectivo de dizer falas de Quentin Tarantino. Depois da sua perturbadora e (justamente) premiada performance em “Inglorious Basterds”, o realizador norte-americano parece ter percebido como Christoph Waltz se enquadra no seu estilo como ninguém. O actor austríaco deixa escorrer as incríveis e inesperadas palavras de Tarantino da sua boca com um deleite incomparável, entre o sadismo e a mais egoísta satisfação. Os momentos mais altos de “Django Unchained” são seus.

 

Melhor Actriz Secundária – Anne Hathaway, Les Misérables: Tenho sempre alguma dificuldade em dar o meu “voto” a performances com tão poucos minutos em cena. Como tal, a minha preferência poderia hesitar entre as igualmente corajosas interpretações de Sally Field (“Lincoln”) e Helen Hunt (“The Sessions”). Mas não. Se é verdade que o cérebro tem sempre algo a dizer nestas decisões, uma escolha pessoal tem de vir de dentro, da alma. E a grande verdade é que nenhuma outra performance nesta categoria me marcou tanto como a brilhante interpretação de Anne Hathaway de “I Dreamed I Dream” em “Les Misérables”. Ainda estou arrepiado. Isso tem de valer um Óscar.

 

Melhor Realizador – Steven Spielberg, Lincoln: É muito raro eu não considerar que o melhor realizador do ano não foi o responsável pelo melhor filme. Como tal, o meu voto nesta categoria iria certamente para Kathryn Bigelow. Sendo que a já premiada realizadora não foi sequer nomeada este ano, o meu voto irá para o realizador do meu segundo favorito entre todos os nomeados. Poucos para além de Steven Spielberg teriam a confiança e o talento para pegar num filme que é essencialmente só conversa – erudita, emocional e cativante, mas só conversa –, e torná-lo tão interessante. Mais um momento alto numa carreira recheada deles.

 

Melhor Argumento Original – Wes Anderson e Roman Coppola, Moonrise Kingdom: Antes de mais, tenho a dizer que “Django Unchained” ocupa um segundo lugar muito próximo na minha preferência. E que esta categoria está tão forte que também ficaria contente se Michael Haneke (“Amour”), John Gatins (“Flight”) ou Mark Boal (“Zero Dark Thirty”) ganhassem o prémio. Mas nenhum outro argumento foi tão bem escrito este ano como o do filme de Wes Anderson. Nenhumas outras palavras me fizeram voar tão alto numa nuvem de nostalgia infantil. Nenhum outro texto compreendeu tão essencialmente o que é o amor.

 

Melhor Argumento Adaptado – Tony Kushner, Lincoln: Também aqui não faltam textos de enorme qualidade, mas cedo a minha decisão ficou reduzida a duas hipóteses. E, embora me custe não “premiar” o excelente trabalho que Chris Terrio fez com o seu argumento para “Argo”, o meu voto tem de ir para Tony Kushner, um dos principais responsáveis (em conjunto com Spielberg) por tornar o relato de um processo tão burocrático como a aprovação de uma lei, numa viagem acelerada e entusiasmante ao passado histórico dos EUA. Provavelmente nenhum outro filme este ano foi servido com uma dose tão grande de talento.

 

Pedro Quedas

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Quer ganhar dinheiro com os Óscares?: Apostas nos Óscares

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Bom, suponho que a melhor maneira será produzir um soberbo filme, um clássico moderno com uma história arrebatadora, grandes actores, uma fotografia lindíssima e banda sonora a condizer que conquiste a Academia e as bilheteiras de todo o mundo. Se tal não for possível, pode sempre usar as várias casas de apostas online para tentar tirar proveito dos seus conhecimentos de cinema.

Atenção que não quero com isto incentivar o “jogo”, nem muito menos vir aturar ouvir histórias de como apostou a família, os amigos e o cão, perdeu tudo e agora está na miséria, vivendo apenas de migalhas, vinho de pacote e sessões do “Cinco Noites, Cinco Filmes” da RTP2. (Embora, agora que penso nisso, essa história pode ser um bom ponto de partida para aquela que concluímos ser a melhor maneira de lucrar com os Óscares)

Mesmo que não queira colocar as suas finanças em risco, analisar as ofertas das casas de apostas pode ser uma boa maneira de tirar algumas ilações sobre os potenciais favoritos da grande noite de Hollywood, ou não fossem essas casas verdadeiros cartomantes profissionais, especialistas em estipular probabilidades de eventos futuros.

A primeira coisa que chama a atenção é a flutuação dos preços que os sites oferecem, que mudam consoante novas informações e palpites vêm ao de cima e, naturalmente, com a oferta e procura – se mais pessoas apostam em determinado nomeado, a odd/preço desce, ou seja, compensa menos apostar neles, já que o retorno será menor.

Veja-se, então, o caso do maior prémio da noite, o de Melhor Filme. No dia que foram anunciados os nomeados, 10 de Janeiro, “Lincoln” parecia o favorito absoluto, com as casas de apostas a oferecem a odd de 1.40 para a categoria de melhor filme, ou seja, cada euro apostado pelo utilizador retornava um total de 1.40 euros, incluindo a aposta original, ergo, 40 cêntimos de lucro por cada um euro. Ora é possível transformar o valor da odd numa percentagem, que no caso traduz uma probabilidade implícita de 71.43%, portanto a probabilidade atribuída pelas casas de apostas de “Lincoln” levar o Óscar de Melhor Filme, na altura. “Les Misérables” era então o segundo favorito, ainda assim muito distante, oferecendo uma odd de 7.00 (7 euros de retorno por cada 1 investido; 14% de chance de ganhar). “Argo”, que, como sabemos, se tornou o maior candidato à vitória, estava na altura em terceiro, com o preço de 7.5, constituindo, portanto, excelente valor a quem o apostou no início.

Uns dias depois, a 21 de Janeiro, “Lincoln” tinha-se tornado ainda mais favorito, descendo a sua odd para apenas 1.30, com “Argo” a assumir a segunda posição, com a odd a cair para 5.0.

Entretanto, e fazendo o flashforward para hoje, a dinâmica mudou completamente, com os vários certames que precedem os Óscares, como os Globos de Ouro, BAFTA e prémios dos sindicatos especializados a influenciarem os preços. Assim, “Argo” é agora o favorito total, estando a sua odd agora entre 1.12 e 1.17, dependendo do site (o que equivale a cerca de 87% de probabilidade de vencer, de acordo com os especialistas do género), enquanto “Lincoln” caiu para os cerca de 7.0, ainda assim bem à frente de outros, como “Amour” e “Beasts of the Southern Wild”, que chegam a pagar mais de 100 euros por cada um apostado em caso de vitória.

Se “Lincoln” perdeu todo o favoritismo que tinha enquanto melhor filme, o seu realizador, Spielberg, mantém o seu – até porque Ben Affleck não está na corrida – valendo agora 1.25 na sua vitória, ou seja, 25 cêntimos por cada euro investido, ou 2.5 euros a cada 10.

Ainda no capítulo dos Super-Favoritos, as casas de apostas entendem que Daniel Day-Lewis (“Lincoln”, Melhor Actor Principal) e Anne Hathaway (“Les Misérables”, Melhor Actriz Secundária) podem já escrever os seus discursos, estando as odds oferecidas para eles no ridículo valor de 1.01 e 1.02 respectivamente, ou seja, 99% de probabilidade de levarem a cobiçada estatueta.

“Amour”, para Melhor Filme Estrangeiro, Cláudio Miranda na fotografia de “Life of Pi”, Adéle com a canção de “Skyfall” e o badalado documentário “Searching for Sugarman” são outros exemplos de Óscares que parecem estar atribuídos, pelo menos na opinião das casas de apostas, todos eles oferecendo odds inferiores a 1.1.

Nas corridas mais equilibradas, os destaques vão para Melhor Actor Secundário, com Tommy Lee Jones (“Lincoln”) e Christoph Waltz virtualmente empatados nos 2.3 (com o pormenor de Waltz ter começado esta corrida na última posição, podendo ser apostado a 20 para 1 no dia do anúncio dos nomeados); Chris Terrio com o seu guião adaptado de “Argo” leva uma ligeira vantagem sobre Tony Kushner pelo de “Lincoln” – o primeiro oferece um retorno de 1.8 euros por cada apostado, enquanto o biopic do presidente americano está a 2.3; Tarantino e Mark Boal disputam o argumento original, com a odd do realizador de “Pulp Fiction” nos 2.25 e a do guionista de “Zero Dark Thirty” nos 2.75. Numa das raras ocasiões em que o Óscar de Melhor Longa de Animação não é uma obviedade monumental (quase sempre para a Pixar), “Brave” e “Wreck-It Ralph” proporcionam a quem queira investir retornos muito próximos, com 2.1 e 2.4 respectivamente.

Outra possibilidade, certamente mais divertida, são as chamadas “prop bets”, que não incidem sobre os vencedores em si, mas no eventos paralelos da cerimónia. Até agora, apenas vi o site Paddy Power lançar as suas, referentes ao apresentador da cerimónia, Seth MacFarlane. Assim, é dado ao utilizador a possibilidade de apostar se MacFarlane vai: Cantar uma música completa (odds de 1.08), Fazer sapateado com sapatos próprios para tal (5.50), Tropeçar e cair em palco (9.0) ou ainda Chorar (verdadeiramente, “real tears”) em palco (11.0). É ainda oferecida uma longa lista de celebridades como alvo da primeira piada de MacFarlane na noite, que vão dos mais “óbvios” – Charlie Sheen (9.0) ou Kristen Stewart/Robert Pattinson (9.0) até mais refundidos, como Simon Cowell (81.0) ou Snooki (101.0). O site refere ainda que todas as decisões da casa são finais, abrindo a porta a acrescentar outros nomes à lista sob pedido.

No ano passado, o site SportsInteraction ofereceu uma série de “prop bets” criativas, incluindo se algum dos vencedores das seis principais categorias iria deixar a estatueta cair, se o vencedor do Óscar de Melhor Actor iria proferir algum palavrão no seu discurso ou quem seria o primeiro agradecimento da Melhor Actriz Principal, com várias hipóteses à escolha – A Academia, Deus, Realizador, Argumentista, Produtor, Parceiro/Esposo, Agente, Co-Star, Pais ou Outro.

É possível que estas e outras sejam lançadas pelos sites ao longo da semana, à medida que a cerimónia se aproxima. A WilliamHill lançou a opção de “pacotes” – como o Pacote “Lincoln” (teria que vencer Melhor Filme, Realizador, Actor Principal e Secundário), que paga 10 para 1 ou o Pacote Favoritos – “Argo” para Melhor Filme, Daniel Day-Lewis, Jennifer Lawrence, Steven Spielberg, Anne Hathaway e Tommy Lee Jones teriam de vencer todos, recebendo o utilizador uma odd de 4.0.

Fica assim concluído o apanhado do vasto mundo das apostas sobre os Óscares, ficando agora mais bem informados os que quiserem tentar a sua sorte. Para consultar as odds de todos os nomeados em diversos sites diferentes, a fim de obter o melhor preço, pode visitar este site.

 

Pedro Silva

(Pedro Silva escreve num blog de desporto com toques de humor, o Na Desportiva)

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Na sombra da Pixar: Top 5 – Filmes nomeados para Melhor Animação

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Durante muito tempo, os desenhos animados eram vistos acima de tudo como ‘cartoons’. Geniais que muitos destes eram, não passavam de pequenas brincadeiras com o intuito de fazer rir. Depois chegou Walt Disney, que revolucionou o mundo da animação e, com clássicos como “Snow White and the Seven Dwarfs” ou “Fantasia”, mostrou que esta era um género com muito mais potencial a mostrar.

Mas este período de êxito não durou para sempre e, motivada pelo excessivo custo e diminuto retorno dos seus filmes, a Disney passou a fazer filmes com orçamentos mais reduzidos e isso reflectiu-se na qualidade do seu produto. Foi preciso esperar pela segunda “era dourada” da empresa para que os filmes de animação voltassem à ribalta. E como eles voltaram! Mega-êxitos como “The Little Mermaid” ou “Aladdin” marcaram o “Renascimento da Disney”, que atingiu o seu pico com a nomeação de “Beauty and the Beast” para o Óscar de Melhor Filme.

Os filmes de animação eram agora não só um meio artístico cheio de possibilidades criativas mas também uma máquina de fazer dinheiro. Isto levou à proliferação de filmes por parte de outros estúdios, especialmente quando o aparecimento do clássico “Toy Story”, da recém-criada Pixar, apresentou a Hollywood o “admirável mundo novo” da animação digital.

Hoje em dia, os filmes de animação já não são apenas pequenos oásis isolados destinados a crianças, mas antes uma forma de arte tão ou mais premente que qualquer outra no mundo do cinema. De tal modo que foi criado, em 2001, o Óscar de Melhor Filme de Animação. Este Top 5 homenageia os melhores entre os filmes que já foram nomeados nesta honrosa categoria:

 

5 – Toy Story 3 (2010): Que melhor maneira de começar esta lista que pelo fim? Ou antes, pelo brilhante capítulo final de uma saga que marcou não só a animação digital mas também a nossa (não tão suave) transição de crianças sonhadoras para adultos nostálgicos. Com Andy prestes a fazer 18 anos, Woody e Buzz têm de lidar com a dura realidade de que a vida de um brinquedo pode ser os seus dias contados. Com um misto genial de comédia inspirado, visuais inovadores e a mais dura melancolia, “Toy Story 3” não só conquistou os Óscares de Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original mas também foi nomeado para Melhor Montagem de Som, Melhor Argumento Adaptado e até Melhor Filme.

 

4 – Spirited Away (2002): Hayao Miyazaki tem um longo historial de genialidade ao longo da sua carreira como animador, mas talvez o seu maior triunfo tenha sido este “Spirited Away”. Vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação, esta pequena pérola da mais surreal invenção visual acompanha as aventuras de Chihiro, uma jovem rapariga de dez anos que se vê arrastada para uma realidade paralela quando muda de casa. Depois de ver os seus pais transformados em porcos pela maquiavélica bruxa Yubaba, Chihiro arranca numa épica aventura para os tentar salvar. Parece surreal? Sim, é. Muito. Mas, como é apanágio do aclamado realizador japonês, por baixo de toda a loucura temática e visual, esconde-se um enorme e pulsante coração.

 

3 – Les Triplettes de Belleville (2003): Mantenhamo-nos num registo surreal neste quase inexplicável “Les Triplettes de Belleville”, a história de Madame Souza, uma velhota portuguesa (sim, isso mesmo – até ouvimos regularmente “Uma Casa Portuguesa” a tocar) a viver em França, cujo filho, ciclista da Tour de France, é raptado pela máfia francesa. Na sua demanda para o salvar, a infatigável mãe é acompanhada pelas “Triplettes de Belleville”, um trio de cantoras de ‘music hall’ dos anos 30 e o seu obeso cão Bruno. Perceberam? Pois, eu compreendo que não. Mas se forem além do potencial preconceito à partida, vão encontrar um filme de uma subtileza sublime, um visual negro e imersivo e uma história que é quase toda contada sem diálogos, recorrendo apenas aos gestos das personagens e canções absolutamente inesquecíveis como “Belleville Rendez-Vous”, uma das maiores pérolas escondidas da música contemporânea.

 

2 – Up (2009): Foi o segundo filme de animação a ser nomeado para Melhor Filme (depois de “Beauty and the Beast”) e mereceu essa distinção. Inserido numa sequência especialmente brilhante da Pixar, “Up” é tão intenso e comovente que muitos adultos têm dificuldade sequer em aguentar os primeiros 15 minutos do filme sem ficarem emocionalmente destroçados. Depois de percebermos a razão para a constante resmunguice de Carl, torna-se impossível não ficarmos totalmente do seu lado quando o septuagenário se lança numa aventura às florestas da América do Sul, içando a sua própria casa com um sem número de balões coloridos. O que se pode dizer mais de um filme que reuniu o consenso da crítica como um dos melhores filmes do seu ano, independentemente do facto de ser animação? Embalado pela brilhante banda sonora de Michael Giacchino (também ela vencedora de um Óscar), “Up” foi uma das melhores experiências cinematográficas da última década, só superada por…

 

1 – Wall-E (2008): Será possível que a melhor história de amor do século XXI se passe num filme de animação? Entre dois robots, abandonados nos vestígios poeirentos de uma terra pós-apocalíptica? É essa a magia de “Wall-E”, o mais elevado triunfo da Pixar, uma empresa que tem o condão de quase nunca dar um passo em falso. Tematicamente, “Wall-E” aborda temas invulgarmente complexos para um filme (supostamente) para crianças, tais como o inevitável colapso ecológico do planeta ou como deixar todo o trabalho para as máquinas nos pode tornar irremediavelmente preguiçosos e incapazes de lutar pela nossa própria vida. Como obra de ficção científica, é um filme inesperadamente profundo. Mas como história de amor? Simplesmente mágico. Ver este romance a crescer quase sem diálogos e com uma dose tão generosa de coração foi um dos momentos mais altos do cinema do século XXI. O facto de ter acontecido num filme de animação só mostra a importância desta arte no cinema passado, presente e futuro.

 

Pedro Quedas

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Na Rota dos Óscares: Oscar Challenge 2013

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Depois de mais de um mês a tentar ajudar os meus leitores a ter uma ideia mais concreta do que poderão vir a ser os grandes vencedores da corrida aos Óscares deste ano, parece-me justo que vos dê uma hipótese de testarem os vossos conhecimentos.

Está lançado o “Na Rota dos Óscares – Oscar Challenge 2013”!

Como participar?

É muito simples. Basta clicar neste link para fazer o download do formulário em PDF com todas as categorias:(http://dl.dropbox.com/u/1489326/OscarChallenge2013_RO%20form.pdf). Depois de guardarem o documento para o vosso computador, é só clicar nas vossas escolhas, guardar esse novo documento editado e enviá-lo para o mail oficial da competição: narotadososcares@gmail.com

Quais são as regras?

Para vencer este concurso, não chega acertar no maior número de categorias – tem muita importância acertar nas principais categorias, que têm um maior valor que as mais pequenas (exemplo: acertar no Melhor Filme vale 14 pontos, enquanto acertar nos Melhores Efeitos Visuais vale apenas 4 pontos). Quem tiver o maior número de pontos somados, ganha. Em caso de empate, ganha quem tiver acertado no maior número de “categorias principais”, assinaladas com o ícone de um Óscar à frente.

Até quando posso enviar as minhas escolhas?

Até ao momento exacto em que tiver sido entregue o primeiro prémio da noite, a 24 de Fevereiro.

E é isto, a bola está nas vossas mãos. Agora só vos resta sacar o formulário, enviar os vossos palpites e ver se me conseguem bater no meu próprio jogo (as minhas escolhas são publicadas neste blog a 22 de Fevereiro).

Boa sorte!

Pedro Quedas

NOTA: Como algumas pessoas têm tido problemas com o download do PDF, o “Na Rota dos Óscares” oferece esta solução alternativa. Assim, para quem não conseguir enviar o PDF, basta fazer copy/paste da lista que segue em baixo para um documento em Word, destacar a vossa escolha de algum modo (seja em bold, asterisco ou eliminando as outras hipóteses) e enviar-me esse documento para o mail oficial da competição. Muito obrigado pela atenção e boa sorte:

Melhor Filme (14 Pontos – Categoria Principal)

“Amour” / “Argo” / “Beasts of the Southern Wild” / “Django Unchained” / “Les Misérables” / “Life of Pi” / “Lincoln” / “Silver Linings Playbook” / “Zero Dark Thirty”

Melhor Actor Principal (12 Pontos – Categoria Principal)

Bradley Cooper, “Silver Linings Playbook” / Daniel Day-Lewis, “Lincoln” / Hugh Jackman, “Les Misérables” / Joaquin Phoenix, “The Master” / Denzel Washington, “Flight”

Melhor Actriz Principal (12 Pontos – Categoria Principal)

Jessica Chastain, “Zero Dark Thirty” / Jennifer Lawrence, “Silver Linings Playbook” / Emmanuelle Riva, “Amour” / Quvenzhané Wallis, “Beasts of the Southern Wild” / Naomi Watts, “The Impossible”

Melhor Actor Secundário (10 Pontos – Categoria Principal)

Alan Arkin, “Argo” / Robert De Niro, “Silver Linings Playbook” / Philip Seymour Hoffman, “The Master” / Tommy Lee Jones, “Lincoln” / Christoph Waltz, “Django Unchained”

Melhor Actriz Secundária (10 Pontos – Categoria Principal)

Amy Adams, “The Master” / Sally Field, “Lincoln” / Anne Hathaway, “Les Misérables” / Helen Hunt, “The Sessions” / Jacki Weaver, “Silver Linings Playbook”

Melhor Realizador (12 Pontos – Categoria Principal)

Michael Haneke, “Amour” / Benh Zeitlin, “Beasts of the Southern Wild” / Ang Lee, “Life of Pi” / Steven Spielberg, “Lincoln” / David O. Russell, “Silver Linings Playbook”

Melhor Argumento Original (10 Pontos – Categoria Principal)

Michael Haneke, “Amour” / Quentin Tarantino, “Django Unchained” / John Gatins, “Flight” / Wes Anderson e Roman Coppola, “Moonrise Kingdom” / Mark Boal, “Zero Dark Thirty”

Melhor Argumento Adaptado (10 Pontos – Categoria Principal)

Chris Terrio, “Argo” / Lucy Alibar e Behn Zeitlin, “Beasts of the Southern Wild” / David Magee, “Life of Pi” / Tony Kushner, “Lincoln” / David O. Russell, “Silver Linings Playbook”

Melhor Filme de Animação (8 Pontos)

“Brave” / “Frankenweenie” / “Paranorman” / “The Pirates! Band of Misfits” / “Wreck-It Ralph”

Melhor Filme Estrangeiro (8 Pontos)

“Amour”, Áustria / “Kon Tiki”, Noruega / “No”, Chile / “A Royal Affair”, Dinamarca / “War Witch”, Canadá

Melhor Fotografia (8 Pontos)

“Anna Karenina” / “Django Unchained” / “Life of Pi” / “Lincoln” / “Skyfall”

Melhor Montagem (6 Pontos)

“Argo / “Life of Pi” / “Lincoln” / “Silver Linings Playbook” / “Zero Dark Thirty”

Melhor Direcção Artística (6 Pontos)

“Anna Karenina” / “The Hobbit: An Unexpected Journey” / “Les Misérables” / “Life of Pi” / “Lincoln”

Melhor Guarda-Roupa (6 Pontos)

“Anna Karenina” / “Les Misérables” / “Lincoln” / “Mirror Mirror” / “Snow White and the Huntsman”

Melhor Caracterização (4 Pontos)

“Hitchcock” / “The Hobbit: An Unexpected Journey” / “Les Misérables”

Melhor Banda Sonora Original (6 Pontos)

“Anna Karenina” / “Argo” / “Life of Pi” / “Lincoln” / “Skyfall”

Melhor Canção Original (4 Pontos)

Before My Time, “Chasing Ice” / Everybody Needs A Best Friend, “Ted” / Pi’s Lullaby, “Life of Pi” / Skyfall, “Skyfall” / Suddenly, “Les Misérables”

Melhor Mistura de Som (4 Pontos)

“Argo” / “Les Misérables” / “Life of Pi” / “Lincoln” / “Skyfall”

Melhor Montagem de Som (4 Pontos)

“Argo” / “Django Unchained” / “Life of Pi” / “Skyfall” / “Zero Dark Thirty”

Melhores Efeitos Visuais (4 Pontos)

“The Hobbit: An Unexpected Journey” / “Life of Pi” / “Marvel’s The Avengers” / “Prometheus” / “Snow White and the Huntsman”

Melhor Documentário (2 Pontos)

“5 Broken Cameras” / “The Gatekeepers” / “How to Survive a Plague” / “The Invisible War” / “Searching for Sugar Man”

Melhor Documentário, Curta-Metragem (2 Pontos)

“Inocente” / “Kings Point” / “Mondays at Racine” / “Open Heart” / “Redemption”

Melhor Curta-Metragem, Animação (2 Pontos)

“Adam and Dog” / “Fresh Guacamole” / “Head over Heels” / “Maggie Simpson in ‘The Longest Daycare’” / “Paperman”

Melhor Curta-Metragem, Live Action (2 Pontos)

“Asad” / “Buzkashi Boys” / “Curfew” / “Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)” / “Henry”

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