Monthly Archives: Março 2013

Do topo dos céus ao fundo do mar: A playlist dos Óscares

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Já falámos por aqui da importância da música no cinema. De como certas bandas sonoras instrumentais conseguem-nos transportar automaticamente para um novo mundo cheio de possibilidades. De como certas músicas previamente conhecidas ganham todo um novo significado se aplicadas na cena certa.

Mas por vezes o contrário acontece. Certas músicas nascem no processo da criação cinematográfica e acabam por transcendê-lo, tornando-se entidades por si mesmas. Muitas delas tornam-se clássicos do mundo da música contemporânea, de tal modo que nos esquecemos que nasceram na tela.

Em jeito de serviço público, o “Na Rota dos Óscares” oferece a seguinte ‘playlist’, composta exclusivamente por canções nomeadas para (ou mesmo vencedoras do) Óscar para Melhor Canção Original. Agora, é só clicar no ‘Play’:

 

1 – Gonna Fly Now (“Rocky”, 1976 – Nomeada): Todos sabemos que uma boa ‘playlist’ tem de começar em grande e não é há canção mais grandiosa que este hino temporal do clássico “Rocky”, que nos faz querer começar a correr escadas acima.

2 – Live And Let Die (“Live And Let Die”, 1973 – Nomeada): Para manter a toada em alta rotação, vamos para este clássico de Paul McCartney, a primeira música de Bond a ser nomeada a um Óscar.

3 – Falling Slowly (“Once”, 2007 – Vencedora): Depois do começo acelerado, vamos acalmar um pouco com esta balada sublime de Glen Hansard e Markéta Irglová, que deu um Óscar a “Once”.

4 – Cheek To Cheek (“Top Hat”, 1935 – Nomeada): Esta pérola com quase 80 anos continua a levar-nos ao céu mesmo depois de todos estes anos. Divinal mal chega para elogiar esta maravilhosa canção.

5 – The Way You Look Tonight (“Swing Time”, 1936 – Vencedora): Para nos levantar o espírito nos nossos momentos mais baixos, não podemos arranjar melhor que esta linda canção de “Swing Time”.

6 – That Thing You Do! (“That Thing You Do!”, 1996 – Nomeada): Se o tom é a nostalgia, que tal deliciar-nos com esta belíssima “invenção”? Uma música composta nos anos 90 a imitar o estilo dos anos 60 com uma boa-disposição intemporal.

7 – The Power Of Love (“Back To The Future”, 1985 – Nomeada): Boa parte do sucesso de “Back To The Future” pode ser creditado ao seu bombástico começo, apoiado neste clássico rock de Huey Lewis.

8 – Ghostbusters (“Ghostbusters”, 1984 – Nomeada): Se estamos a falar de nostalgia dos anos 80, é impossível não recordarmos com um sorriso a música titular do super-êxito “Ghostbusters”, Ray Parker, Jr.

9 – Nobody Does It Better (“The Spy Who Loved Me”, 1977 – Nomeada): Carly Simon veio a ganhar um Óscar com “Let The River Run”, de “Working Girl”, mas a cantora esteve ainda melhor na sua contribuição para o catálogo de Bond.

10 – On The Road Again (“Honeysuckle Rose”, 1980 – Nomeada): Um toque de ‘country’ e melancolia para nos ajudar nesta viagem musical, cortesia do lendário cantor e compositor Willie Nelson.

11 – Save Me (“Magnolia”, 1999 – Nomeada): Todo este filme é uma canção, pelo que esta nomeação é apenas uma amostra de apreciação pelo talento inconfundível de Aimee Mann, que teve quase tanto impacto na obra como o realizador Paul Thomas Anderson.

12 – Miss Misery (“Good Will Hunting”, 1997 – Nomeada): Elliott Smith morreu cedo demais, vítima de uma depressão que nunca conseguiu largar. Fica o legado de tristes mas incríveis canções como esta.

13 – Blame Canada (“South Park: Bigger, Longer & Uncut”, 1999 – Nomeada): Porque gosto de “South Park”. Porque esta música é tão acertada na sua crítica que quase dói na alma. E porque é, simplesmente, uma excelente canção.

14 – Belleville Rendez-Vous (“Les Triplettes de Belleville”, 2003 – Nomeada): Outra injecção de nostalgia retroactiva nesta lista, desta feita com uma deliciosa homenagem à era dourada do ‘music hall’.

15 – I Have Nothing (“The Bodyguard”, 1992 – Nomeada): Uma ‘playlist’ completa e eclética deve contar com pelo menos um “momento diva”. Acho que podemos ficar satisfeitos com Whitney Houston no seu melhor.

16 – Streets Of Philadelphia (“Philadelphia”, 1993 – Vencedora): Dos mais altos picos da emoção épica ao nível mais terreno das ruas, onde a esperança vive escondida por trás de caixotes de lixo e memórias de tempos mais fáceis.

17 – I’ve Got You Under My Skin (“Born To Dance”, 1936 – Nomeada): Estamos quase a chegar ao fim. Deixo-vos nas mãos seguras de Cole Porter, com um clássico que já deu origem a inúmeras e grandiosas interpretações.

18 – They Can’t Take That Away From Me (“Shall We Dance”, 1937 – Nomeada): E que tal um pouco de Gershwin para aguçar o palato? Nunca estamos mal servidos quando nos entregamos ao génio dos irmãos George e Ira.

19 – Unchained Melody (“Unchained”, 1955 – Nomeada): Todos conhecemos a versão que os The Righteous Brothers popularizaram em 1965, mas talvez poucos saibam que o original saiu deste relativamente obscuro filme lançado dez anos antes.

20 – Under The Sea (“The Little Mermaid”, 1989 – Vencedora): Esta viagem musical tem de acabar numa nota apoteótica. Resta-nos pedir à Disney para nos transportar para um mundo de fantasia e alegria sem cinismo. Ali, debaixo do mar…

 

Pedro Quedas

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Sorria!: Top 5 – Nomeados para Melhor Filme mais “felizes”

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Na sequência de se ter assinalado ontem, pela primeira vez, o Dia Mundial da Felicidade, achei por bem fazer uma pequena revista aos filmes (dentro dos que foram nomeados para Melhor Filme) que mais aqueceram o coração dos que os viram ao longo da História do Cinema. Num mundo cada vez mais dominado pela predominância do sarcasmo, aqui ficam alguns filmes sem medo de abrir a sua alma:

 

5 – Little Miss Sunshine (2006): Ao longo de grande parte da sua duração, este não é um filme muito feliz. Na verdade, apesar de se tratar de uma comédia (e uma que nos faz rir abertamente com frequência), o filme de Jonathan Dayton e Valerie Faris é pontuado com sequências muito deprimentes. Mas tudo isso é eliminado no fim, quando a família chega ao concurso de beleza. Como não ficar com o coração cheio e um sorriso no rosto quando somos presenteados com a brilhante cena da dança da pequena Olive?

 

4 – Forrest Gump (1994): Uma ode à História dos EUA pontuada com doses generosas de melancolia, ingenuidade e muita, muita felicidade. Robert Zemeckis e Tom Hanks unem os seus enormes talentos para nos trazer a história de um homem com um atraso mental que, por meio apenas da sua inquebrável força de vontade, acaba por ter impacto numa dose considerável de eventos que marcaram a América (e não só). A nossa geração cínica precisa de mais filmes de coração tão aberto.

 

3 – Guess Who’s Coming to Dinner (1967): Este filme de Stanley Kramer segue a história de uma mulher branca que apresenta aos seus pais o seu noivo negro (interpretado por Sidney Poitier). A recepção de ambos (principalmente o pai, o último papel de Spencer Tracy) é gelada ao início, mas no fim o poder do amor derrete todas as resistências e preconceitos iniciais. Uma mensagem positiva mas polémica, dado que na altura em que o filme foi filmado, o casamento interracial não era permitido em todos os estados norte-americanos.

 

2 – The Sound of Music (1965): Francamente, quase parece estranho não colocar este filme no topo da lista. Haverá uma maior colecção de músicas doces e triunfantes sobre o poder da música? Haverá um outro musical tão incessantemente preocupado com o nosso bem-estar emocional, mesmo perante a presença nas sombras da iminente ocupação nazi? Seria quase expectável que nos tornássemos críticos de um filme tão açucarado, mas o sorriso de Julie Andrews imediatamente nos faz esquecer de que tínhamos sequer uma crítica a fazer.

 

1 – E.T. the Extra-Terrestrial (1982): O que mais se pode dizer sobre este filme que não já sido dito? Só nos resta cair na repetição e elogiar uma obra que é magia do cinema em estado concentrado. Um filme que, mais do que simplesmente mexer nos cordelinhos do nosso coração, retorce e revira as nossas emoções com uma facilidade sem precedentes, levando-nos dos momentos mais tristes da História do Cinema aos mais triunfantes e mágicos no espaço de minutos. O toque de Midas de Steven Spielberg poucas vezes esteve mais dourado.

 

Pedro Quedas

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A glória sem o prémio: Top 5 – Génios que nunca ganharam o Óscar de Melhor Realizador

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Mais tarde ou mais cedo, a Academia tende a premiar os seus melhores realizadores com o seu primeiro Óscar. Por vezes fazem-no na altura certa (Billy Wilder, “The Lost Weekend), por vezes demoram demasiado tempo mas escolhem o filme certo (Steven Spielberg, “Schindler’s List”) e outras vezes simplesmente escolhem um qualquer para que a falha não persista por muito mais tempo (Martin Scorcese, “The Departed”).

Muitas vezes, no entanto, a Academia acaba por nunca chegar a dar o devido crédito a alguns dos mais transcendentes talentos entre os seus membros. Hoje o “Na Rota dos Óscares” procura dar o devido (ainda que tardio) destaque a alguns dos mais flagrantes exemplos deste muito repetido erro.

É de apontar que as nomeações apontadas a seguir a cada um destes realizadores referem-se apenas às na categoria de Melhor Realizador, sendo que alguns destes nomeados acumularam nomeações noutras categorias. Para efeitos desta lista, não se contabilizam também os prémios de carreira.

E agora, sem mais demoras, segue a seguinte lista de genialidade sem o devido reconhecimento:

 

5 – Sidney Lumet (4 Nomeações): Muitas vezes, e injustamente, esquecido quando se tem qualquer discussão sobre os melhores realizadores da História do Cinema, Sidney Lumet foi nomeado por obras-primas como “Network”, “Dog Day Afternoon” ou “12 Angry Men” mas saiu sempre derrotado. Um contador de histórias quase sem rival, Lumet é especialmente reconhecido pela sua brilhante capacidade de retirar performances históricas dos seus actores.

 

4 – Akira Kurosawa (1 Nomeação): Com um rol tão impressionante de filmes clássicos no seu reportório, custa a crer que o lendário realizador japonês só tenha conseguido uma nomeação para Melhor Realizador em toda a sua carreira. Sim, é verdade que dois dos seus filmes (“Rashomon” e “Dersu Uzala”) conquistaram o prémio de Melhor Filme Estrangeiro, mas custa a aceitar que a Academia não lhe tenha dado um Óscar como realizador. E não, o prémio de carreira não chega para emendar o erro.

 

3 – Alfred Hitchcock (5 Nomeações): “A sério, como é que isto é possível?”, perguntam vocês. E com muita razão, diga-se. A resposta é simples: embora hoje o seu génio seja reconhecido, no seu tempo o icónico realizador era visto acima de tudo como um ‘entertainer’, um realizador mais preocupado em manipular as emoções do seu público que em fazer “arte”. Eventualmente o tempo trouxe o devido crédito ao responsável por clássicos intemporais como “Psycho”, “Vertigo” ou “Rear Window”.

 

2 – Stanley Kubrick (4 Nomeações): Devido à sua obsessão em controlar todos os detalhes de cada um dos seus filmes, Kubrick é o cineasta desta lista com o maior número de nomeações, acumulando créditos de produtor e argumentista em filmes tão marcantes como “A Clockwork Orange” ou “Dr. Strangelove”. Ainda assim, é um pouco absurdo que a sua única vitória num total de 13 nomeações tenha sido pelos efeitos visuais de “2001: A Space Odissey”.

 

1 – Orson Welles (1 Nomeação): Sim, é verdade que o cardápio de longas-metragens de Welles é mais reduzido que a maioria dos outros nesta lista. Sim, é verdade que conquistou um Óscar de relevo, como argumentista por “Citizen Kane”, em 1941. Mas a verdade é que continua a ser o maior escândalo da História do Cinema o facto de não ter saído dessa cerimónia com os outros dois Óscares que lhe eram devidos: Melhor Actor e, acima de tudo, Melhor Realizador. Ah, e talvez ter dado o Óscar de Melhor Filme ao melhor filme de sempre talvez não tivesse sido má ideia também.

 

Pedro Quedas

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Ementa do ano: Filmes que estão na mira dos próximos Óscares

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Já passaram os Óscares e o mundo do cinema entra agora num período de gestação, enquanto a comunidade cinéfila se prepara para os novos grandes êxitos na calha. E se 2012 foi um grande ano, tanto em termos de ‘blockbusters’ como de filmes mais “oscarizáveis”, 2013 promete mais do mesmo.

No que respeita a ‘blockbusters’, a ementa é variada. Temos tanto a segunda obra de Neill Blomkamp (“District 9”), que coloca Matt Damon num cenário futurista, como o terceiro capítulo da saga “Iron Man”, com Robert Downey Jr. a voltar a trabalhar com Shane Black, que ajudou a relançar a sua carreira com “Kiss Kiss Bang Bang”. Temos um novo ‘reboot’ do Super-Homem, com Christopher Nolan a escrever e produzir “Man of Steel”, de Zack Snyder, e também “Star Trek Into Darkness”, de J.J. Abrams. Temos viagens épicas à Terra Média (“The Hobbit: The Desolation of Smaug”), Panem (“The Hunger Games: Catching Fire”) ou uma terra no futuro invadida por aliens gigantes (“Pacific Rim”).

O cardápio inclui também propostas potencialmente mais sofisticadas, tais como o remake de Spike Lee ao clássico moderno “Oldboy”, o regresso ao imaginário do Feiticeiro de Oz com “Oz: The Great and Powerful”, de Sam Raimi, ou mesmo o regresso de Robert Rodriguez e Frank Miller a Basin City, com “Sin City: A Dame to Kill For”. Isto sem esquecer duas comédias situadas no contexto do fim do mundo, uma de Seth Rogen e Evan Goldberg (“This Is The End”) e outra de Edgar Wright (“The World’s End”). E, claro, o triunfal regresso de Ron Burgundy em “Anchorman: The Legend Continues”.

Interessantes que são as propostas mais “comerciais” de Hollywood para este ano, poucos destes filmes terão perspectivas realistas de vir a ser nomeados para ou conquistar qualquer Óscar de relevo (ou seja, para além das categorias mais técnicas) na cerimónia a ter lugar em 2014. Sendo que estas nomeações nem sempre são fáceis de prever, o “Na Rota dos Óscares” sugere a seguinte lista de filmes a ter em conta durante o ano de 2013:

 

Before Midnight: Depois do sucesso junto da crítica dos primeiros dois filmes do trio formado pelo realizador Richard Linklater e os actores Ethan Hawke e Julie Delpy, as expectativas são elevadas para este “Before Midnight”, que volta a acompanhar Jesse e Celine, nove anos depois da reunião em Paris. Depois de os três terem sido nomeados pelo argumento de “Before Sunset”, espera-se o mesmo ou ainda mais para este muito antecipado filme.

 

The Counselor: Ridley Scott atrás da câmara, a trabalhar o primeiro argumento original de Cormac McCarthy, autor premiado com o Pulitzer e responsável pelo romance que deu origem a “No Country for Old Men”. Um elenco liderado por Michael Fassbender que conta ainda com Brad Pitt, Javier Bardem, Penelope Cruz e Cameron Diaz. Um ‘thriller’ sobre o mundo da droga que deverá estar na discussão para as nomeações no final do ano.

 

Foxcatcher: O terceiro filme de Bennett Miller (responsável pelos excelentes “Capote” e “Moneyball”) volta a pegar numa história real, desta feita o homicídio de David Schultz, lutador medalhado nos Olímpicos, por parte do seu amigo John Du Pont, um multimilionário com problemas mentais. Channing Tatum desempenha o papel de Schultz enquanto o complicado papel de Du Pont será desempenhado por Steve Carell, num desafio diferente na sua carreira.

 

Gravity: Depois do brilhante “Children of Men”, Alfonso Cuarón demorou em trazer-nos mais um filme, mas a espera parece ter valido a pena. Pelo menos o ponto de partida do seu filme é, no mínimo, intrigante, concentrando-se exclusivamente na história de dois astronautas (George Clooney e Sandra Bullock) que lutam para regressar à Terra, depois do ‘shuttle’ em que se encontram ser danificado por detritos espaciais e ficar a divagar pelo espaço.

 

The Great Gatsby: Se há uma coisa que podemos esperar de Baz Luhrmann é que a sua abordagem ao clássico literário de F. Scott Fitzgerald será tudo menos subtil. Com Leonardo DiCaprio no papel do titular Jay Gatsby, a encabeçar um elenco onde também se encontram Carey Mulligan e Tobey Maguire, o novo filme do excêntrico australiano deverá estar recheado dos floreados visuais e idiossincrasias musicais a que já nos habituou.

 

Inside Llewyn Davis: É um filme novo dos irmãos Joel e Ethan Coen. Só isso já deveria ser suficiente para nos aguçar o apetite. E que tal se eu disser que o elenco conta com Oscar Isaac, John Goodman, Justin Timberlake e a omnipresente Carey Mulligan? E que o filme será feito ao estilo de um documentário e que contará com interpretações ao vivo dos actores? Sendo dos Coen, o que sabemos de certeza é que nunca será banal.

 

The Monuments Men: George Clooney volta a juntar-se a Grant Heslov (com quem co-escreveu e co-produziu “The Ides of March” e “Good Night, and Good Luck”) para adaptar esta obra sobre um grupo de especialistas em arte que se juntam para recuperar obras de arte roubadas pelos nazis, durante a Segunda Guerra Mundial. Clooney realiza e lidera um elenco impressionante que conta com Daniel Craig, Matt Damon, Bill Murray, Cate Blanchett, John Goodman e Jean Dujardin.

 

Nebraska: Depois do sucesso de “The Descendants”, Alexander Payne volta ao ‘road movie’, género onde já tinha desenvolvido filmes tão bons como “Sideways”. No seu estilo ali bem a meio entre a comédia e o drama, desta feita a história acompanha a viagem de um pai alcoólico (Bruce Dern) e o seu filho (Will Forte) do Montana para o Nebraska, para levantar aquilo que pensam ser um bilhete de lotaria premiado no valor de um milhão de dólares.

 

Only God Forgives: Um “western asiático” sobre um ‘gangster’ exilado na Tailândia que desafia o polícia que matou o seu irmão para um combate de kick-boxing. O enredo já de si parece interessante, mas a “relevância” aumenta ainda mais quando sabemos que se trata da mais recente colaboração entre Nicolas Winding Refn e Ryan Gosling, o mesmo par responsável pelo fabuloso “Drive”. Saia mais uma rodada de violência estilizada.

 

The Wolf of Wall Street: Para terminar em grande, nada melhor que a quinta colaboração entre o lendário realizador Martin Scorcese e o seu novo actor de eleição, Leonardo DiCaprio. Desta feita, a dupla aborda o louco mundo da bolsa de Wall Street nos anos 90, numa história recheada de festas, drogas e negócios esquivos. A rodear a talentosa dupla, mais outro impressionante elenco, com Matthew McConaughey, Jonah Hill, Jon Favreau, Kyle Chandler e Jean Dujardin, entre outros.

Pedro Quedas

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