Monthly Archives: Fevereiro 2015

Lurdes Marques vence Oscar Challenge 2015 Última Sessão

Oscar Challenge 2015 Resultados

Para além do ranking geral, o “Na Rota dos Óscares” também quer distinguir os participantes que nos chegaram através do excelentes colegas do Última Sessão. Segue abaixo a tabela com os resultados, com Lurdes Marques a surgir no topo – com 142 pontos em 168 possíveis e 20 categorias acertadas em 24.

Oscar Challenge 2015 – Última Sessão

Rank

Nome

Pontos

Categorias

Principais

1

Lurdes Marques

142

20

7

2

Marcos Silva

138

20

7

3

Ana Pereira

132

16

8

4

António Policarpo

126

19

6

5

Filipa Castro Gomes

126

17

6

6

Sofia Francisco

124

19

6

7

Rute Facote

123

18

7

8

Ana Figueiras

120

16

6

9

Hélder Almeida

116

14

7

10

Sara Morgado

116

14

7

11

Kyle Sousa

112

15

5

12

Luís Santos

110

15

5

13

Catarina Duarte

108

15

5

14

Carlos Mendes Neves

102

17

5

15

Natacha Oliveira

102

13

5

16

Leonor Costa

100

13

5

17

Joana Fortuna

99

16

5

18

Frederico Daniel

94

13

5

19

Diogo Pires

94

13

4

20

Inês Almeida

92

13

5

21

Carlos Lopes

90

12

5

22

João Dias

80

12

4

23

Fábio Pinto

70

10

3

24

Eunice Soares

64

7

3

25

João Gonçalves

60

9

3

26

Elsa Conde

22

5

0

Parabéns à Lurdes – do “Na Rota dos Óscares” e do Última Sessão.

Pedro Quedas

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We have a winner: Os vencedores do Oscar Challenge 2015

Oscar Challenge 2015 Resultados

E aqui estamos. Os votos estão contados e… voltámos a ter uma corrida muito apertada, que obrigou a contagens e re-contagens para confirmar que tínhamos o vencedor correto. Feitas as contas, o grande vencedor deste ano é Pedro Silva, com 144 pontos – em 168 possíveis.

O primeiro classificado do Oscar Challenge deste ano teve o mesmo número de pontos que o segundo classificado, Bernardo Fernandes – e ambos acertaram todas as categorias principais, o primeiro critério de desempate –, mas acabou por levar a vitória ao acertar 20 das 24 categorias. Com “apenas” 19 acertadas, Bernardo Fernandes teve de se “contentar” com o segundo lugar. A fechar o pódio, temos Lurdes Marques, com 142 pontos e 20 categorias corretas das 24.

O Oscar Challenge 2014 registou um recorde de pontuações e categorias acertadas, mas com a incerteza a dominar tantas categorias este ano, era de esperar uma quebra nas médias gerais. Especificamente, a decisão de dividir os votos nas duas primeiras categorias entre “Birdman” e “Boyhood” acabou por assombrar as escolhas de vários participantes. Assim, a média de pontos por concorrente desceu de 112 para 95, com o número de categorias acertadas por concorrente a quebrar também de 15 (em 2014) para 13 este ano. Ainda assim, foi uma mostra impressionante por parte dos concorrentes deste ano que, espero, quererão voltar para o ano para mais.

Assim, sem mais demoras, segue a tabela completa dos resultados do Oscar Challenge 2015:

Oscar Challenge 2015

Rank

Nome

Pontos

Categorias

Principais

1

Pedro Silva

144

20

8

2

Bernardo Fernandes

144

19

8

3

Lurdes Marques

142

20

7

4

Marcos Silva

138

20

7

5

Ana Pereira

132

16

8

6

André Simões

132

18

7

7

Pedro Quedas

132

18

7

8

Nuno Aguiar

130

18

7

9

António Policarpo

126

19

6

10

Filipa Castro Gomes

126

17

6

11

Zé Mendes

124

17

7

12

Inês Moreira Santos

124

15

7

13

Carla Anes

124

19

6

14

Sofia Francisco

124

19

6

15

Rute Facote

123

18

7

16

João Leite

122

18

6

17

Ana Figueiras

120

16

6

18

Hélder Almeida

116

14

7

19

Sara Morgado

116

14

7

20

Filipa Machado

114

17

6

21

Marta Reis

112

15

6

22

Kyle Sousa

112

15

5

23

Paulo Correia

110

16

5

24

Luís Santos

110

15

5

25

Catarina Duarte

108

15

5

26

Carlos Mendes Neves

102

17

5

27

Emanuel Serôdio

102

14

5

28

Natacha Oliveira

102

13

5

29

Marta Grêlo

100

13

5

30

Leonor Costa

100

13

5

31

Joana Fortuna

99

16

5

32

João Pedro Ferreira

96

15

5

33

Frederico Daniel

94

13

5

34

Diogo Pires

94

13

4

35

Nélia Silva

94

12

4

36

Paulo Quedas

94

12

4

37

Inês Almeida

92

13

5

38

Tânia Espinheira

92

13

5

39

Vera Monteiro

92

13

4

40

Maria Caeiro

90

11

6

41

Carlos Lopes

90

12

5

42

Tânia Rocha

86

10

5

43

Zé Nuno Batista

86

13

4

44

João Dias

80

12

4

45

Débora Cambé

78

12

4

46

Pedro Machado Rodrigues

78

11

3

47

Pedro Duarte

77

10

5

48

Tiago Gomes

72

8

6

49

Francisco Reis

72

8

4

50

Daniela Vieira

72

11

3

51

Ricardo Marques

70

11

3

52

Fábio Pinto

70

10

3

53

João Miranda

70

10

2

54

Eneida Costa

64

9

3

55

Eunice Soares

64

7

3

56

João Gonçalves

60

9

3

57

André Ferreira

60

8

2

58

Ana Teresa Fernandes

58

7

3

59

Marta Pessoa

52

7

2

60

Sérgio Marçalo

46

6

2

61

Laura Novo

34

5

1

62

Carlos Duarte

30

4

2

63

Ivo Debaan

30

3

2

64

Elsa Conde

22

5

0

Parabéns a todos os que participaram e me acompanharam nesta desgastante mas nunca aborrecida aventura. Até aos próximos Óscares.

Pedro Quedas

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Iñárritu no topo da montanha: “Birdman” domina noite dos Óscares

Balanço Cerimónia

Quando os argumentistas de “Birdman” bateram o favorito Wes Anderson (“The Grand Budapest Hotel”) na categoria de Melhor Argumento Original, tornou-se claro que “Boyhood” iria sair vencido nesta noite de Óscares que manteve, quase até ao fim, uma dose de suspense quase sem precedentes.

Feitas as contas finais, Alejandro G. Iñárritu terminou a noite com três Óscares, como argumentista, realizador e produtor. “Birdman” foi coroado como o Melhor Filme de 2014 e emergiu como o grande vencedor da noite, arrecadando quatro Óscares (em nove nomeações).

O único grande candidato do filme do realizador mexicano que saiu sem um prémio foi Michael Keaton, que perdeu uma luta disputada contra o jovem Eddie Redmayne, brilhante em “The Theory of Everything”. Esta foi, aliás, a única categoria de performance individual em que houve alguma incerteza no resultado. E ainda bem que assim foi, sinceramente. Julianne Moore (Melhor Atriz), J. K. Simmons (Melhor Ator Secundário) e Patricia Arquette (Melhor Atriz Secundária) confirmaram as suas previsíveis mas indiscutíveis vitórias.

Arquette colocou a sua marca nesta cerimónia de outra forma, no entanto, usando boa parte do seu discurso para advogar pela igualdade salarial para mulheres, tanto em Hollywood como no mercado laboral de um modo geral. E este foi apenas o primeiro de vários discursos com um tom marcadamente político durante a cerimónia dos Óscares. John Legend e Common (“Selma” – Melhor Música Original) apontaram o dedo às tensões raciais e sociais que ainda se vivem tantos anos depois da luta de Martin Luther King, Laura Poitras (“Citizen Four” – Melhor Documentário) criticou a falta de transparência no governo norte-americano e Graham Moore (“The Imitation Game” – Melhor Argumento Adaptado) defendeu a (infelizmente não comum) ideia de que não há qualquer problema em ser diferente do “normal”.

The Grand Budapest Hotel” foi outro dos filmes mais “queridos” pela Academia, saindo premiado com três Óscares “técnicos” (Melhor Direção Artística, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Caracterização) e a primeira vitória (à oitava nomeação) para o compositor Alexandre Desplat.

Quanto à cerimónia, pouco mais há a dizer. Neil Patrick Harris esteve bem (quanto baste) mas sofreu da falta de entusiasmo do público na sala. Os grafismos em cada uma das categorias foram brilhantes. E Meryl Streep arriscou-se a ser a primeira atriz a ser nomeada para um Óscar por Melhor Performance de Introdução da categoria “In Memoriam”.

Em jeito de conclusão, uma pequena nota pessoal. “Boyhood” é o meu filme favorito do ano e adorava ter visto aquela pequena grande obra-prima a sair premiada nos Óscares. Mas “Birdman” é um excelente vencedor também. Não aconteceu nenhum “escândalo” ou “vergonha”. Nenhuma das decisões foi “inexplicável”. Tal como não teria sido se as preferências tivessem sido invertidas. Este foi um ano de grande cinema, com uma mão-cheia de obras que nos mostraram que a originalidade não está morta em Hollywood. Vamos todos tentar ser um pouco menos extremistas e simplesmente apreciar a magia de termos cinema nas nossas vidas.

Para os mais distraídos, deixo-vos com a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme

Birdman”

Melhor Realizador

Alejandro G. Iñarritu, “Birdman”

Melhor Ator Principal

Eddie Redmayne, “The Theory of Everything”

Melhor Atriz Principal

Julianne Moore, “Still Alice”

Melhor Ator Secundário

J. K. Simmons, “Whiplash”

Melhor Atriz Secundária

Patricia Arquette, “Boyhood”

Melhor Argumento Adaptado

The Imitation Game”, Graham Moore

Melhor Argumento Original

Birdman”, Armando Bo, Alexander Dinelaris, Nicolás Giacobone e Alexandro G. Iñarritu

Melhor Fotografia

Birdman”, Emmanuel Lubezki

Melhor Montagem

Whiplash”, Tom Cross

Melhor Filme de Animação

Big Hero 6”, Don Hall e Chris Williams

Melhor Filme Estrangeiro

Ida”, Polónia

Melhor Banda Sonora Original

The Grand Budapest Hotel”, Alexandre Desplat

Melhor Música Original

Glory” de “Selma”

Melhor Direção Artística

The Grand Budapest Hotel”

Melhor Guarda-Roupa

The Grand Budapest Hotel”

Melhor Caracterização

The Grand Budapest Hotel”

Melhor Documentário

Citizenfour”

Melhor Documentário, Curta-Metragem

Crisis Hotline: Veterans Press 1”

Melhor Curta-Metragem, Animação

Feast”

Melhor Curta-Metragem, Live Action

The Phone Call”

Melhor Montagem de Som

American Sniper”

Melhor Mistura de Som

Whiplash”

Melhores Efeitos Visuais

Interstellar”

Pedro Quedas

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E o Óscar vai para… – Previsões oficiais dos Óscares de 2015

86th Annual Academy Awards - Red Carpet

Birdman” e “Boyhood” numa luta feroz pelos principais Óscares, um conjunto de atores e atrizes que podem já contar com a estatueta e a habitual roleta russa de incerteza nas categorias “menores”. Os Óscares deste ano vão ter, a espaços, uma dose considerável de suspense, mas isso não me impediu de tentar vestir a pele de adivinho. Sem mais demoras, aqui estão as previsões oficiais do “Na Rota dos Óscares”:

Melhor Filme

American Sniper”

Birdman” – Tal como vai acontecer no prémio seguinte, a corrida é entre “Birdman” e “Boyhood”. E, em ambos os casos, os votos deverão estar muito distribuídos. Estive muito perto de simplesmente atirar uma moeda ao ar e entregar o meu destino à fortuna, mas isso é para fracos. Como tal, vou deixar que o meu desempate seja feito pelo único critério “objetivo” que me resta. O sindicato dos produtores entregou o seu prémio a “Birdman” e os PGAs raramente se enganam a “prever” o Óscar de Melhor Filme.

Boyhood”

The Grand Budapest Hotel”

The Imitation Game”

Selma”

The Theory of Everything”

Whiplash”

Melhor Realizador

Alejandro G. Iñarritu, “Birdman” – Outra corrida muito apertada que eu acho que vai acabar por pender para o lado de “Birdman”. Linklater será o favorito “sentimental” de muitos dos seus colegas na Academia, mas acredito que ainda mais vão considerar que o trabalho de Iñárritu é mais visível no produto final, que é um filme mais “realizado”. Essa percepção foi confirmada com a vitória nos prémios do sindicato dos realizadores e acredito que vai acabar por orientar também a atribuição do Óscar.

Richard Linklater, “Boyhood”

Bennett Miller, “Foxcatcher”

Wes Anderson, “The Grand Budapest Hotel”

Morten Tyldum, “The Imitation Game”

Melhor Ator Principal

Steve Carell, “Foxcatcher”

Bradley Cooper, “American Sniper”

Benedict Cumberbatch, “The Imitation Game”

Michael Keaton, “Birdman”

Eddie Redmayne, “The Theory of Everything” – Entramos nas categorias de atores e atrizes com a previsão mais complicada neste “setor”. Durante meses o grande favorito era Michael Keaton mas gradualmente as “tendências de voto” foram mudando na direção de Eddie Redmayne. Ambos estão incríveis e é quase impossível prever o que vai acontecer. Em caso de dúvida, o SAG Award de Redmayne dá-lhe um ligeiro favoritismo.

Melhor Atriz Principal

Marion Cotillard, “Two Days, One Night”

Felicity Jones, “The Theory of Everything”

Julianne Moore, “Still Alice” – Julianne Moore vai ganhar. A concorrência é muito forte mas Julianne Moore vai ganhar. É uma pena que não dê para colocar algumas das outras performances noutros anos mais fracos, mas, independentemente de tudo isso, Julianne Moore vai ganhar. É uma performance incrível, um (quase) prémio de carreira e a justa coroação de um dos maiores talentos de Hollywood. Julianne Moore vai ganhar.

Rosamund Pike, “Gone Girl”

Reese Witherspoon, “Wild”

Melhor Ator Secundário

Robert Duvall, “The Judge”

Ethan Hawke, “Boyhood”

Edward Norton, “Birdman”

Mark Ruffalo, “Foxcatcher”

J. K. Simmons, “Whiplash” – Mais um prémio de performance, mais um vencedor anunciado. A forte concorrência de Edward Norton levanta o véu a uma potencial surpresa, mas… não. Não vai acontecer. J. K. Simmons tem o papel mais explosivo, a narrativa pessoal de poder ser premiado por toda a sua carreira e (não que isso interesse sempre muito nestas coisas) até é o melhor na categoria. Dêem-lhe lá o Óscar e não se fala mais nisso.

Melhor Atriz Secundária

Patricia Arquette, “Boyhood” – Também este Óscar está essencialmente entregue, dado o impacto emocional não só do filme mas da própria narrativa pessoal de Patricia Arquette, que pareceu consolidar todos os seus argumentos como atriz num só (brilhante) papel. Se querem mesmo ser alternativos nas vossas escolhas, podem sempre apostar numa razia de “Birdman” e escolher Emma Stone como a grande vencedora, mas é muito duvidoso que isso possa acontecer.

Laura Dern, “Wild”

Keira Knightley, “The Imitation Game”

Emma Stone, “Birdman”

Meryl Streep, “Into the Woods”

Melhor Argumento Adaptado

American Sniper”, Jason Hall

The Imitation Game”, Graham Moore A corrida aqui é a dois. Por um lado, Graham Moore saiu premiado nos Writers Guild Awards e assume-se como o favorito. Por outro, não teve de concorrer contra “Whiplash” dado que o argumento, adaptado de uma curta-metragem do próprio Damien Chazelle, foi considerado “original” pelo sindicato. Na luta entre o argumento mais “certinho” e a escolha mais arrojada, eu vou apostar na tendência ditada pelo sindicato.

Inherent Vice”, Paul Thomas Anderson

The Theory of Everything”, Anthony McCarten

Whiplash”, Damien Chazelle

Melhor Argumento Original

Birdman”, Armando Bo, Alexander Dinelaris, Nicolás Giacobone e Alexandro G. Iñarritu

Boyhood”, Richard Linklater

Foxcatcher”, E. Max Frye e Dan Futterman

The Grand Budapest Hotel”, Wes Anderson e Hugo Guinness Nos últimos anos, vários Óscares de argumento têm sido entregues a realizadores respeitados pela Academia mas que não tinham hipótese de ganhar Melhor Realizador num dado ano. Aconteceu com Woody Allen (“Midnight In Paris”), Quentin Tarantino (“Django Unchained”) e Spike Jonze (“Her”). E, apesar da forte concorrência de “Birdman”, acho que é o que vai acontecer também com Wes Anderson.

Nightcrawler”, Dan Gilroy

Melhor Fotografia

Birdman”, Emmanuel Lubezki

The Grand Budapest Hotel”, Robert D. Yeoman

Ida”, Ryszard Lenczewski e Lukasz Zal

Mr. Turner”, Dick Pope

Unbroken”, Roger Deakins

Melhor Montagem

American Sniper”, Joel Cox e Gary Roach

Boyhood”, Sandra Adair

The Grand Budapest Hotel”, Barney Pilling

The Imitation Game”, William Goldenberg

Whiplash”, Tom Cross

Melhor Filme de Animação

Big Hero 6”, Don Hall e Chris Williams

The Boxtrolls”, Graham Annable e Anthony Stacchi

How to Train Your Dragon 2”, Dean DeBlois

Song of the Sea”, Tomm Moore

The Tale of the Princess Kaguya”, Isao Takahata

Melhor Filme Estrangeiro

Ida”, Polónia

Leviathan”, Rússia

Tangerines”, Estónia

Timbuktu”, Mauritania

Wild Tales”, Argentina

Melhor Banda Sonora Original

The Grand Budapest Hotel”, Alexandre Desplat

The Imitation Game”, Alexandre Desplat

Interstellar”, Hans Zimmer

Mr. Turner”, Gary Yershon

The Theory of Everything”, Jóhann Jóhannsson

Melhor Música Original

Lost Stars” de “Begin Again”

Grateful” de “Beyond the Lights”

I’m Not Gonna Miss You” de “Glen Campbell… I’ll Be Me”

Everything Is Awesome” de “The LEGO Movie”

Glory” de “Selma”

Melhor Direção Artística

The Grand Budapest Hotel”

The Imitation Game”

Interstellar”

Into The Woods”

Mr. Turner”

Melhor Guarda-Roupa

The Grand Budapest Hotel”

Inherent Vice”

Into The Woods”

Maleficent”

Mr. Turner”

Melhor Caracterização

Foxcatcher”

The Grand Budapest Hotel”

Guardians of the Galaxy”

Melhor Documentário

Citizenfour”

Finding Vivian Mayer”

Last Days in Vietnam”

The Salt of the Earth”

Virunga”

Melhor Documentário, Curta-Metragem

Crisis Hotline: Veterans Press 1”

Joanna”

Our Curse”

The Reaper (La Parka)”

White Earth”

Melhor Curta-Metragem, Animação

The Bigger Picture”

The Dam Keeper”

Feast”

Me and My Moulton”

A Single Life”

Melhor Curta-Metragem, Live Action

Aya”

Boogaloo and Graham”

Butter Lamp (La Lampe au Beurre de Yak)”

Parvaneh”

The Phone Call”

Melhor Montagem de Som

American Sniper”

Birdman”

The Hobbit: The Battle of the Five Armies”

Interstellar”

Unbroken”

Melhor Mistura de Som

American Sniper”

Birdman”

Interstellar”

Unbroken”

Whiplash”

Melhores Efeitos Visuais

Captain America: The Winter Soldier”

Dawn of the Planet of the Apes”

Guardians of the Galaxy”

Interstellar”

X-Men: Days of Future Past”

PS: Não se esqueçam de fazer as vossas previsões de quem vai ganhar este ano e participar no Oscar Challenge 2015. Vejam o que têm de fazer clickando aqui.

Pedro Quedas

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O triunfo da emoção: Os melhores dos Óscares de 2015

Favoritos Pessoais

O facto de este ter sido um ano em que senti que várias escolhas eram “óbvias”, não implica necessariamente que tenha sido um ano fraco. Longe disso. Basta olhar para a genialidade de “Birdman”, um filme que eu adorei e que acabou por ficar, consistentemente, em segundo lugar nas minhas preferências. Este foi um ano de excelente cinema, mas um filme acabou por se salientar claramente nas minhas preferências:

Melhor Filme – Boyhood: Já por várias vezes tive de explicar, em conversas com amigos cinéfilos, as razões para eu adorar tanto este filme. E tenho a dizer que… não é fácil. Num ano com tantos bons filmes – e alguns deles (como “Birdman” ou “Whiplash”) tão impressionantes por razões técnicas e palpáveis –, como explicar a minha devoção a esta obra comparativamente tão simples? E depois apercebo-me que está aí a génese do meu amor por este filme – a sua simplicidade e o modo como se insinuou nas minhas emoções. Sou um fã assumido de obras que ousam criar mundos novos, que se aventura no futurismo tecnológico da ficção científica e na exploração épica da fantasia. E, no entanto, o meu filme favorito deste ano foi um que se limitou a mostrar-me a vida exatamente como ela é. Ainda não consegui sacudir este filme da minha alma. Francamente, não sei se quero.

Melhor Realizador – Richard Linklater, Boyhood: Não teria tido problemas em separar o meu voto nesta categoria. E, francamente, estive muito perto de entregar a minha preferência pessoal ao feito inacreditável do impossivelmente talentoso Alejandro G. Iñárritu em “Birdman”. Ainda assim, não consigo fugir à minha convicção de que há muito talento também numa mão mais leve. Acima de tudo, o modo como Richard Linklater conseguiu a magia de representar o mundo real como nunca antes o tinha sido. Como conseguiu tornar a relativa banalidade do crescimento de uma criança num evento capaz de mexer com as minhas emoções. O conceito de realizar um filme ao longo de 12 anos, filmados em tempo real, foi genial. A execução… foi mágica.

Melhor Ator Principal – Eddie Redmayne, The Theory of Everything: Gostaria de ter visto a Academia a nomear Jake Gyllenhall ou David Oyelowo – ou até mesmo arranjar um cantinho para a subtil bizarria de Ralph Fiennes. Mesmo assim, que fornada impressionante de boas interpretações que tivemos este ano. A surgir, pela terceira vez consecutiva, no segundo lugar das minhas preferências, tenho o titânico desempenho de Michael Keaton em “Birdman”, mas não pude evitar a escolha “cliché”. Sim, é um papel construído para ganhar um Óscar. Sim, está desenhado para nos manipular desavergonhadamente. Mas Eddie Redmayne não é menos genial por isso. Mais do que uma mera imitação de tiques, a sua performance é uma encarnação em todos os sentidos. Técnica e emocionalmente, é uma das performances do ano.

Melhor Atriz Principal – Julianne Moore, Still Alice: Rosamund Pike é uma estrela em “Gone Girl” e Marion Cotillard despe-se de estrelato em “Two Days, One Night”. E estive mesmo no limite para escolher o surpreendente e visceral desempenho de Reese Witherspoon em “Wild”. No fim, não consigo fugir à convicção que este ano pertenceu a Julianne Moore. E desenganem-se os que pensam que este é um “prémio de carreira” – ainda que ela o mereça. “Still Alice” é uma montra para o talento desta incrivelmente versátil atriz, que aqui nos leva diretamente para o abismo de uma vida sem passado, recheada de momentos sem memória. Parte-nos mais um pedaço do coração com cada palavra esquecida. Retiro o que disse: “Still Alice” não é uma montra de talento, mas antes de humanidade.

Melhor Ator Secundário – J. K. Simmons, Whiplash: J. K. Simmons vai ganhar e merece ganhar. Metade da minha crítica a “Whiplash” foi dedicada à sua performance e quando um ator secundário tem esse nível de impacto, pouco mais há a dizer. A concorrência na categoria este ano foi muito forte, com bons desempenhos de Duvall e Hawke e excelentes desempenhos de Norton e Ruffalo. Mas como negar o meu “voto” a Simmons? Conhecido na indústria como um “character actor”, um canivete suíço capaz de entrar em qualquer filme e abrilhantar qualquer cena em que entra, J. K. Simmons tem aqui o seu momento de estrelato (talvez não tão secundário assim, diga-se) e agarra cada segundo do seu tempo em cena com uma intensidade tal que nos repulsa e atrai simultaneamente. O dinamismo incrível de “Whiplash” nasce, em grande parte, do seu incrível desempenho.

Melhor Atriz Secundária – Patricia Arquette, Boyhood: De todas as categorias de performance, esta é a que a tem as opções mais fracas (ainda que não sejam necessariamente más). A grande corrida, tanto nas escolhas da Academia como na minha opinião pessoal, é entre dois desempenhos muito diferentes. De um lado, temos Emma Stone a revelar de rasgo todo o talento que já vinha subtilmente mostrando em muitos outros papéis. A jovem atriz de “Birdman” não consegue superar, no entanto, o que Patricia Arquette faz em “Boyhood”. Num filme que é quase totalmente construído de investimento emocional, a mãe solteira criada por Arquette é o coração que bate no centro de quase todas as suas cenas. A veterana atriz deu 12 anos da sua vida para ter o papel da sua carreira.

Melhor Argumento Adaptado – Damien Chazelle, Whiplash: Este “prémio” é entregue por exclusão de partes. Os argumentos de “The Imitation Game” e “The Theory of Everything” são um pouco esquemáticos, “Inherent Vice” é uma salganhada cativante (mas ainda assim uma salganhada) e a história contada por “American Sniper” é moralmente repreensível. Dito isto, a falta de competição não tira nenhum valor ao brilhante argumento do também realizador de “Whiplash”, Damien Chazelle. Os diálogos deste filme fluem dos seus personagens ao compasso frenético do Jazz e elevam-se em momentos intensos, tanto em conteúdo como em ritmo. Se os papéis de Miles Teller e J. K. Simmons brilharam tanto neste ano cinematográfico, muito o devem ao jovem talento que os escreveu.

Melhor Argumento Original – Wes Anderson e Hugo Guinness, The Grand Budapest Hotel: De uma categoria relativamente fraca, passamos para, provavelmente, a mais concorrida de todas. Quis muito colocar-me do lado da mordaz sátira de “Birdman” ou, mais ainda, dar o devido destaque ao perturbador e brilhante argumento de Dan Gilroy para “Nightcrawler”. Mas como poder escolher outro que aqui não “The Grand Budapest Hotel”? Mais do que ser um dos melhores filmes do ano (que é), esta obra representa a destilação perfeita de uma das mais originais vozes em Hollywood. Nunca me canso de me perder nos rocambolescos mundos de Wes Anderson, onde o simétrico colide com o absurdo e o negrume se dilui na comédia. Só espero que, com ou sem Óscar, ele nunca se canse de nos lá levar.

PS: Não se esqueçam de fazer as vossas previsões de quem vai ganhar este ano e participar no Oscar Challenge 2015. Vejam o que têm de fazer clickando aqui.

Pedro Quedas

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Quem vai ganhar o Oscar Challenge 2015?

Oscar Challenge 2015

E aqui estamos mais uma vez – o “Oscar Challenge” do “Na Rota dos Óscares” está de volta. O objetivo? Simples – vocês fazem as previsões sobre quem vai ganhar em cada categoria, eu contabilizo os resultados após a cerimónia e anuncio o vencedor.

As regras são as seguintes:

1 – Vão reparar que cada categoria no boletim de voto tem uma pontuação associada. Isto acontece para privilegiar mais quem acerta em categorias como Melhor Filme ou Melhor Atriz do que quem acerta em Melhor Montagem de Som – sejam sinceros, vai ser sempre ser um pouco à sorte. O vencedor não é necessariamente quem acertou mais categorias mas antes quem acumulou mais pontos.

2 – Para votar, basta colocar uma cruz no quadrado imediatamente atrás no ficheiro excel com as categorias. Se quiserem, podem votar em dois dos nomeados mas, se acertarem num deles, só terão metade dos pontos disponíveis nessa categoria. A melhor estratégia é vossa para escolher.

3 – Em caso de empate, ganha quem acertou mais categorias na coluna da esquerda do boletim. Se o empate se mantiver, ganha quem acumulou mais pontos nessa coluna e, a seguir, se o miserável empate persistir, quem acertou mais categorias no total.

4 – Por fim, o procedimento para concorrer é simples. Basta fazer o download do boletim de voto, preencher o ficheiro com as vossas cruzinhas, guardar as vossas respostas e reenviá-lo para narotadososcares@gmail.com. Não se esqueçam de colocar o vosso nome ou no ficheiro ou no email, para eu saber a quem atribuo as pontuações devidas. O prazo limite de envio de respostas é até ao início da cerimónia dos Óscares, mas podem começar já a fazer os vossos palpites.

O download do boletim de voto em Excel pode ser feito aqui: Oscar Challenge 2015

Assim, agora está tudo nas vossas mãos. Façam as vossas escolhas e vejam se me conseguem bater nas vossas previsões. Tal como na corrida aos Óscares deste ano, o vencedor está totalmente em aberto.

Pedro Quedas

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Prémios dos sindicatos apontam para vitória de “Birdman”

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A nove dias da entrega das tão desejadas estatuetas douradas, ainda há muitas escolhas que estão no ar. Os votantes da Academia nem sempre votam no sentido da tendência óbvia, pelo que muito deste jogo de prestidigitação está sempre condenado ao fracasso em algumas das escolhas. Só vou fazer as minhas previsões oficiais na próxima sexta, mesmo antes da cerimónia, mas podemos já pintar um quadro do que poderá acontecer olhando para os prémios que têm sido entregues pelos sindicatos respetivos a algumas das categorias nomeadas.

Comecemos por olhar para os Producers Guild of America Awards, onde aconteceu a principal (ainda que leve) surpresa da temporada de prémios “pré-Oscar”. Considerado por muitos o favorito à conquista deste prémio, “Boyhood” acabou por ser destronado pelo filme de Alejandro G. Iñárritu, “Birdman”. A vitória nestes prémios torna-se especialmente interessante se considerarmos que há já sete anos consecutivos que o filme preferido pelo sindicato dos produtores acaba por ganhar o Óscar de Melhor Filme.

O realizador mexicano é também considerado o favorito à vitória na categoria de Melhor Realizador, depois de ter levado o prémio do Directors Guild of America. O favoritismo de Iñárritu nesta categoria é menos surpreendente, dado o cariz mais tecnicamente complexo de “Birdman”, em comparação com a relativa simplicidade de um projeto como “Boyhood”, de Richard Linklater.

Olhando para as categorias de performance individual, as tendências dos sindicatos vão ao encontro das previsões que já eram feitas antes da temporada de prémios começar. Julianne Moore (em “Still Alice”), J. K. Simmons (“Whiplash”) e Patricia Arquette (“Boyhood”) conquistaram os prémios de Melhor Atriz Principal, Melhor Ator Secundário e Melhor Atriz Secundária, respetivamente, nos Screen Actors Guild Awards, cimentando o seu estatuto como claros favoritos. Onde pode haver um pouco mais de “luta” é na categoria de Melhor Ator Principal, onde Michael Keaton (“Birdman”) foi considerado, durante muito tempo, o favorito. Ainda assim, a maioria das previsões apontam para uma vitória para Eddie Redmayne, genial em “The Theory of Everything” e vencedor no prémio do sindicato dos atores.

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