Category Archives: Top 5

And the Oscar goes to: Top 5 – Discursos de aceitação memoráveis

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Sim, é verdade, muitas vezes os discursos nos Óscares tornam-se uma recitação aborrecida de nomes ou uma parada interminável de choro descontrolado. Por vezes, no entanto, somos abençoados com um daqueles momentos perfeitos em que a cerimónia transcende as suas limitações e se torna memorável. Aqui estão alguns dos melhores exemplos de como se aceitar um Óscar:

5  Michael Moore arrasa Bush num mar de aplausos e assobios

– Adrien Brody beija Halle Berry e cala uma orquestra inteira

3 – Roberto Benigni faz… coisas à Roberto Benigni

2 – Tom Hanks silencia o mundo inteiro

1 – Cuba Gooding Jr. marca o padrão para todos os discursos futuros

Pedro Quedas

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O triunfo do fantástico: Top 5 – Filmes favoritos da obra de Steven Spielberg

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Hoje inauguramos neste blog uma série de retrospectivas à obra de vários realizadores de renome na forma de singelos tops com algumas seleções dos meus filmes favoritos. Começo esta rubrica com um olhar ao talento (por vezes incompreendido) do realizador norte-americano Steven Spielberg. De notar que estas minhas escolhas referem as minhas preferências pessoais e não necessariamente os filmes que se podem considerar “objectivamente” os melhores. A título de exemplo, na minha opinião, o “melhor” filme de Spielberg é “Schindler’s List”. Para saber qual é o meu favorito, é continuar a ler:

 

5 – Schindler’s List (1993) (12 Nomeações): Dizer que se “gosta” deste filme é sempre uma escolha ingrata de palavras. Não “gosto” de revisitar esta obra-prima, temo-o. Porque o génio da sensibilidade de Spielberg está a trabalhar a um nível tão apurado neste filme, sobre o horror do Holocausto, que me bastam ouvir os primeiros acordes daquele violino para o meu coração se afundar na mais profunda tristeza. Este tipo de emoção só está ao alcance de muito poucos.

 

4 – Raiders of the Lost Ark (1981) (8 Nomeações): O mais entusiasmante exemplo de como o mais pipoqueiro entretenimento se pode elevar à mais pura das artes. Steven Spielberg e George Lucas unem esforços para procurar reproduzir a frenética magia dos filmes clássicos de aventuras. Guiados pelo inesquecível Indiana Jones, somos todos conduzidos numa aventura repleta de misticismo divino, odiosos nazis e serpentes. Raios partam as serpentes.

 

3 – Jaws (1975) (4 Nomeações): “We’re gonna need a bigger boat”. Esta frase icónica marcou não só um dos momentos mais inesquecíveis deste clássico mas também serviu como uma espécie de prenúncio do que estava para vir. Com “Jaws”, o (na altura ainda muito jovem) Spielberg “inventou” o ‘blockbuster’ moderno, munido apenas com três grandes atores, uns poucos acordes de música orquestral e um tubarão que demorava em aparecer.

 

2 – E. T. the Extra-Terrestrial (1982) (9 Nomeações): Este filme é simplesmente mágico, uma cristalização perfeita de tudo o que torna Spielberg um autor tão simultaneamente amado e odiado – o seu deleite em atacar cada história de um ponto de vista emocional. E, nesta história de amizade entre um rapaz e um visitante de outro planeta, oscilamos entre gargalhadas abertas a choro descontrolado. “E. T.” é pura magia do cinema.

 

1 – Close Encounters of the Third Kind (1978) (8 Nomeações): Este é um dos meus filmes favoritos de sempre. Porquê? Porque mantém o suspense sobre o seu desfecho de forma brilhante. Porque utiliza música com uma espécie de forma de comunicação universal interestelar. Porque utiliza o brilhar da luz no escuro tanto para assustar como para deslumbrar. E, acima de tudo, porque olha para toda uma nova realidade por explorar não com medo, mas com o mais acriançado fascínio.

 

Pedro Quedas

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O palco é meu: Top 5 – Interpretações secundárias memoráveis

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“Não existem papéis pequenos, apenas atores pequenos”. Quem o disse foi Constantin Stanislavski, criador do Método, e uma breve olhadela pelo rico historial de interpretações secundárias nomeadas para um Óscar permite-nos ver isso mesmo. Certos filmes são abençoados por papéis “pequenos” tão memoráveis que acabam por ficar mais firmemente entrincheirados nas nossas memórias que os próprios desempenhos dos protagonistas. Esta lista foi criada para homenagear esses momentos mágicos em que os holofotes não se limitam a ficar presos às estrelas:

 

5 – Kevin Spacey, The Usual Suspects (1995): Num filme cheio de surpresas e reviravoltas inesperadas, um raio de luz brilha por entre toda a complexidade desta teia de meias-verdades – Verbal Kint, interpretado de forma brilhante por Kevin Spacey, que usou este papel “secundário” para cimentar o seu lugar no topo da hierarquia de Hollywood. E quem poderá alguma vez esquecer uma das mais memoráveis cenas finais da História do Cinema?

 

4 – Kate Hudson, Almost Famous (2000): Este inesquecível filme de Cameron Crowe conseguiu traduzir a magia do mundo da música na mais pura magia do cinema. E com tudo o que o filme faz bem (e estamos a falar aqui de basicamente tudo), pouco ou nada resultaria se o casting não tivesse sido perfeito. Kate Hudson, no papel da etérea Penny Lane, tem aqui aquele tipo de aura que nos faz não reparar em absolutamente mais nada sempre que está à frente da câmara.

 

3 – Javier Bardem, No Country for Old Men (2007): Com a sua arma invulgar e um cabelo ridículo, Anton Chigurh tornou-se imediatamente um ícone moderno, uma representação perfeita do mais profundo terror que nos percorre as veias. E porquê? Porque a personagem de Javier Bardem não age por vingança ou por nenhuma representação abstracta de pura maldade. Chigurh não se prende pela ordem natural das coisas. É um agente do Caos, do Acaso. Um pouco como alguém que vai aparecer mais abaixo nesta lista.

 

2 – Christoph Waltz, Inglorious Basterds (2009) & Django Unchained (2011): É impossível escolher entre uma destas duas interpretações. Do mesmo modo que é impossível separar a genialidade interpretativa de Christoph Waltz da genialidade criativa de Quentin Tarantino. Tanto como o cruel coronel nazi Hans Landa como no papel do caçador de prémios Dr. King Schultz, Waltz é o porta-voz ideal da oratória “tarantinesca”.

 

1 – Heath Ledger, The Dark Knight (2008): O outro “agente do Caos” nesta lista, o Joker sempre foi uma personagem fascinante e imprevisível – tanto na banda desenhada de onde nasceu como nas suas primeiras iterações cinematográficas. Mas nunca esse desdém pela ordem se tornou tão palpável e assustador como nas mãos de Heath Ledger que, num dos últimos papéis antes da sua trágica morte, se “limitou” a deixar uma marca eterna na memória colectiva da Sétima Arte.

 

Pedro Quedas

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Do pequeno ao grande ecrã: Top 5 – Grandes séries que geraram grandes filmes

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Um debate que se tem vindo a ter com cada vez maior frequência no mundo do entretenimento prende-se sobre o facto de a oferta televisiva estar a aumentar de tal modo de qualidade que as melhores séries televisivas já suplantam o melhor que a Sétima Arte tem para oferecer. Apoiados por uma crescente liberdade artística e com a vantagem de ter mais tempo para fazer crescer as suas personagens, os criadores de televisão têm atraído muito do melhor talento de Hollywood para o (apenas literalmente) pequeno ecrã.

Inspirado nessa mudança de paradigma, decidi esta semana fazer uma pequena retrospectiva dos momentos em que estes dois mundos colidiram e geraram um produto de grande qualidade (algo que é infelizmente raro nestas adaptações). O Top 5 desta semana debruça-se sobre as melhores adaptações de séries televisivas a obras de cinema:

 

5 – The Fugitive (1993): Quando, em 1967, a saga fugidia do falsamente acusado Dr. Richard Kimble chegou ao fim, 72% das casas norte-americanas estavam coladas ao ecrã – um recorde que ainda hoje se mantém. 26 anos depois, Harrison Ford voltou a encarnar o “fugitivo”, num belíssimo ‘thriller’, nomeado para sete Óscares, que não só nos trouxe grandes cenas de ação mas também uma interpretação inspirada de Tommy Lee Jones, que levou para casa o Óscar de Melhor Ator Secundário.

 

4 – Maverick (1994): Realizado por Richard Donner, “Maverick” é uma comédia que transpira boa disposição por todos os seus poros – e uma boa dose de póquer também. Adaptada da série protagonizada por James Garner (que regressa neste filme no papel de um agente de lei que poderá ter os seus próprios segredos), esta obra leve e despretensiosa apoia-se acima de tudo no carisma interminável do par romântico formado por Mel Gibson e Jodie Foster e as suas traiçoeiras e rocambolescas aventuras.

 

3 – Serenity (2005): Venerada por um grupo de fãs leais e ignorada por quase todos os outros espectadores, “Firefly” foi uma série de ficção científica, criada pela sempre fascinante mente de Joss Whedon, que, infelizmente, viu a sua passagem televisiva cancelada demasiado cedo. Incapaz de deixar a sua história por terminar, Whedon juntou todo o elenco de novo, encabeçado pelo grande Nathan Fillion e levou aos grandes ecrãs uma aventura quase perfeita, com doses quase exageradamente ricas de excitação, suspense e humor.

 

2 – South Park: Bigger, Longer & Uncut (1999): O que mais há a dizer sobre “South Park”? Que só uma lista dos assuntos mais tabus que a tresloucada série de animação de Trey Parker e Matt Stone já abordou seria assunto para um blogue inteiro? Ou talvez que este filme consegue juntar o mesmo humor subversivo com alguns dos melhores momentos musicais do cinema moderno? E se eu vos disser que “Blame Canada” foi nomeada para um Óscar de Melhor Canção Original e o mereceu totalmente? Talvez seja mais simples dizer que esta é uma das mais divertidas comédias de sempre.

 

1 – Life of Brian (1979): Tecnicamente, podemos considerar algo abusivo considerar este filme uma “adaptação” de uma série para o grande ecrã. Por outro lado, é quase impossível confinar o trabalho dos geniais Monty Python a um qualquer rótulo singular. Digo antes que “Life of Brian” é uma perfeita transposição do brilhante humor do lendário grupo de comediantes ingleses do detalhe televisivo ao panorama cinemático. A história de Brian, eternamente confundido com um messias (vicissitudes de se nascer na manjedoura ao lado da de Jesus), é uma épica sátira religiosa que nos deixa sempre com vontade de olhar para o lado mais positivo da vida.

 

Pedro Quedas

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A transcendência do real: Top 5 – Biopics destacados pela Academia

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Nunca compreendi as pessoas que pura e simplesmente descartam filmes de fantasia ou de ficção científica por serem irrealistas. Não percebo o instinto para confinarmos a expressão artística aos limites da realidade quando a beleza da arte surge tantas vezes no poder de podermos transcender esses mesmos limites.

Dito isso, muitos dos melhores filmes na História do Cinema surgiram do desejo de dar expressão a histórias da vida real, a momentos em que o ser humano se elevou ao ponto de causar impactos na nossa vida que perduram para sempre. Esta lista pretende homenagear essas histórias:

 

5 – The Social Network (2010): Este filme, escrito e realizado brilhantemente por Aaron Sorkin e David Fincher, respectivamente, é sobre muito mais que uma rede social. É uma história de ambição e aspiração ao topo, sobre uso da glória pessoal para disfarçar os nossos problemas pessoais. É um clássico da era moderna e devia ter ganho o Óscar de Melhor Filme em vez do bom mas limitado “The King’s Speech”.

 

4 – My Left Foot (1989): Grandes interpretações são um tema recorrente na maioria dos filmes que retratam uma vida real e esta belíssima obra de Jim Sheridan é tudo menos uma exceção. Daniel Day-Lewis dá uma performance de antologia como Christy Brown, um pintor e escritor irlandês que nasceu com paralisia cerebral e teve de aprender a exprimir-se com o único membro que conseguia controlar: o seu pé esquerdo.

 

3 – Raging Bull (1980): O clássico de Martin Scorcese volta a marcar presença nestas listas, depois de ter encabeçado a lista dos melhores filmes de desporto. Na verdade, esta até é uma lista mais adequada para este retrato duro mas justo da vida de Jake LaMotta que, mais ainda que com os seus adversários no ringue de boxe, teve de lutar com uma miríade de problemas emocionais que descarrilaram a sua vida.

 

2 – Mar Adentro (2004): Esta obra-prima de Alejandro Amenábar acompanha a luta de Ramon Sampedro, um homem galego que ficou tetraplégico e se tornou um ícone na luta pela legalização da eutanásia, depois de 30 anos a lutar pelo direito a terminar a sua própria vida. Javier Bardem é genial como de costume, num filme que ganhou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e, ainda assim, merecia mais reconhecimento.

 

1 – Schindler’s List (1993): Que mais há a dizer sobre este filme para além de “brilhante”? Um dos mais inspirados filmes na já de si recheada carreira de Steven Spielberg, “Schindler’s List” mostrou ao mundo os talentos de Liam Neeson e Ralph Fiennes, lembrou ao mundo os horrores do Holocausto e fez o mundo chorar com a inexorável tristeza do tormento do povo judaico durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Pedro Quedas

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Orgulho e preconceito: Top 5 – Filmes de Desporto nomeados para os Óscares

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Com a Liga dos Campeões a aquecer, a NBA a preparar-se para os seus playoffs, a NCAA a terminar os últimos preparativos para a Final Four, o desporto está na ordem do dia. Assim, o “Na Rota dos Óscares” achou por bem fazer uma pequena retrospectiva sobre o crédito que a Academia tem dado aos filmes de desporto.

Não tão aclamados como um bom drama histórico, não tão ignorados como um filme de acção, os filmes de desporto vivem eternamente numa espécie de limbo de reconhecimento crítico. Com um rol quase interminável de filmes baseados numa pessoa ou momento marcante da História do Desporto, filmes dedicados à honra e ao orgulho da competição (e ao impacto da obsessão pela vitória), apenas por três vezes uma destas obras conquistou o galardão de Melhor Filme – e sempre pelo mesmo desporto:

 

5 – Moneyball (2011): Tem diálogos de Sorkin. Tem Brad Pitt numa belíssima interpretação e Jonah Hill numa melhor ainda. Tem um tema fascinante e complexo. Tem diálogos do Sorkin (esta razão é tão importante que tem de ser repetida). Por todas estas razões, “Moneyball”, nomeado para seis Óscares, incluindo o de Melhor Filme,  é um excelente ponto de partida para esta nossa viagem.

 

4 – The Karate Kid (1984): A todos os que estejam a pensar acusar-me de fazer uma escolha “nostálgica”, só vos tenho a dizer que… sim, talvez seja um pouco, mas não tanto como se possa pensar. Para além da memorável performance (nomeada para um Óscar) de Pat Morita como Mr. Miyagi, “The Karate Kid” é uma comovente história de um rapaz perdido a encontrar o seu rumo na vida através do desporto.

 

3 – Million Dollar Baby (2004): O primeiro de uma tendência da Academia para, quando decide dar o seu galardão principal a filmes sobre desporto, premiar histórias passadas no mundo do boxe, este belíssimo (ainda que deprimente) filme de Clint Eastwood usa uma brilhante interpretação de Hilary Swank não só para retratar o amor pela competição mas também as impossíveis decisões da eutanásia.

 

2 – Rocky (1976): Com o crescente excesso melodramático e fulgor patriótico das suas sequelas, é fácil esquecer o quão bom o primeiro “Rocky” era. Sim, é bastante discutível se deveria ter ganho o Óscar de Melhor Filme num ano tão recheado, mas este conto de superação individual e triunfo do espírito humano que Sylvester Stallone nos trouxe continua tão épico hoje como há 36 anos atrás.

 

1 – Raging Bull (1980): Sim, consigo perceber as hesitações de quem não considera que este filme necessariamente um “filme de desporto”. Mas qualquer bom filme é sempre sobre mais que o género em que se inclui. Expande-o, transcende-o. É isso que o genial Martin Scorcese faz com este ‘biopic’ da tragicamente conturbada vida do ‘boxeur’ Jake LaMotta, ancorada na inesquecível performance de Robert De Niro.

 

Pedro Quedas

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Sorria!: Top 5 – Nomeados para Melhor Filme mais “felizes”

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Na sequência de se ter assinalado ontem, pela primeira vez, o Dia Mundial da Felicidade, achei por bem fazer uma pequena revista aos filmes (dentro dos que foram nomeados para Melhor Filme) que mais aqueceram o coração dos que os viram ao longo da História do Cinema. Num mundo cada vez mais dominado pela predominância do sarcasmo, aqui ficam alguns filmes sem medo de abrir a sua alma:

 

5 – Little Miss Sunshine (2006): Ao longo de grande parte da sua duração, este não é um filme muito feliz. Na verdade, apesar de se tratar de uma comédia (e uma que nos faz rir abertamente com frequência), o filme de Jonathan Dayton e Valerie Faris é pontuado com sequências muito deprimentes. Mas tudo isso é eliminado no fim, quando a família chega ao concurso de beleza. Como não ficar com o coração cheio e um sorriso no rosto quando somos presenteados com a brilhante cena da dança da pequena Olive?

 

4 – Forrest Gump (1994): Uma ode à História dos EUA pontuada com doses generosas de melancolia, ingenuidade e muita, muita felicidade. Robert Zemeckis e Tom Hanks unem os seus enormes talentos para nos trazer a história de um homem com um atraso mental que, por meio apenas da sua inquebrável força de vontade, acaba por ter impacto numa dose considerável de eventos que marcaram a América (e não só). A nossa geração cínica precisa de mais filmes de coração tão aberto.

 

3 – Guess Who’s Coming to Dinner (1967): Este filme de Stanley Kramer segue a história de uma mulher branca que apresenta aos seus pais o seu noivo negro (interpretado por Sidney Poitier). A recepção de ambos (principalmente o pai, o último papel de Spencer Tracy) é gelada ao início, mas no fim o poder do amor derrete todas as resistências e preconceitos iniciais. Uma mensagem positiva mas polémica, dado que na altura em que o filme foi filmado, o casamento interracial não era permitido em todos os estados norte-americanos.

 

2 – The Sound of Music (1965): Francamente, quase parece estranho não colocar este filme no topo da lista. Haverá uma maior colecção de músicas doces e triunfantes sobre o poder da música? Haverá um outro musical tão incessantemente preocupado com o nosso bem-estar emocional, mesmo perante a presença nas sombras da iminente ocupação nazi? Seria quase expectável que nos tornássemos críticos de um filme tão açucarado, mas o sorriso de Julie Andrews imediatamente nos faz esquecer de que tínhamos sequer uma crítica a fazer.

 

1 – E.T. the Extra-Terrestrial (1982): O que mais se pode dizer sobre este filme que não já sido dito? Só nos resta cair na repetição e elogiar uma obra que é magia do cinema em estado concentrado. Um filme que, mais do que simplesmente mexer nos cordelinhos do nosso coração, retorce e revira as nossas emoções com uma facilidade sem precedentes, levando-nos dos momentos mais tristes da História do Cinema aos mais triunfantes e mágicos no espaço de minutos. O toque de Midas de Steven Spielberg poucas vezes esteve mais dourado.

 

Pedro Quedas

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